SARAVÁ A TODOS!
Bom estava agora pouco num site de perguntas e respostas sobre religião e espiritualidade,e recebi uma pergunta feita por um amigo meu da categoria,o Rafael Bauer,decidi postar aqui,pois achei o texto incrívelmente esclarecedor,dêem uma olhada:
Pergunta
Você sabia que a palavra reencarnação é BIBLICA?
Tanto que os Judeus acreditavam (alguns ainda acreditam) na mesma, ela foi tirada da biblia no ano 533 D.C. conforme explicado neste livro (pagina 160 deste pdf http://www.calameo.com/books/00034268051…
"Em 553 d.C., para agradar Teodora, que a Igreja Ortodoxa transformou em Santa, (e que tinha pavor de reencarnar em circunstâncias penosas), Justiniano I, usou o II Concílio de Constantinopla para declarar que a reencarnação era anátema. E substituiu a reencarnacionista “Lei do Carma” ou doutrina da reencarnação (palingenesia, do grego palin= de novo; genes= nascer), que vigorava no “Novo Testamento”, pela Ressurreição. A Bíblia foi traduzida para o antigo Saxão, para o Copta, para o Gótico, para o Armênio, para o Georgiano, o Etíope, o Árabe, o Espanhol e finalmente para o português. Sendo que no final do século XIII Dom Dinis traduziu alguns textos, que precisou ser adaptado para as versões modernas em uso."
No novo testamento é falado varias vezes de reencarnação
MATEUS 16: 13-14
-E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas...
MAS COMO JESUS PODERIA SER JEREMIAS SE JEREMIAS ESTAVA MORTO JUNTO COM OUTROS PROFETAS??
Jesus compara Joao como o elias que havia de vir...
Joao mesmo não sabia ser Elias, mas como Jesus, grande Medium que foi, explicou que ele o era Mateus 11.14
A ressurreição tbm é combatida na biblia na parabola do rico que morreu
"Tem Moisés e os profetas que os escutem! Se não acreditam neles, não acreditarão nem num morto ressuscitado", responde Abraão.
Jesus falou eu sou a ressurreição e a vida - porem é um texto mal traduzido visto que era a vida do espirito, retirada em 533 dc
Moises condenou a cominicação com os mortos em uma parte em outra:
"Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro Medade; e repousou sobre eles o Espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial.
Então correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu, e disse: Senhor meu, Moisés, proíbe-lho.
Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes de mim? Oxalá todo o Povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito! Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel." - (Números 11.26-30).
Alguem dirá que esta passagem é do Espirito Santo, espirito santo que no ingles é Fantasma Sagrado, Não havia Espirito Santo na terra essa hora, pois esta é uma aliança que seria feito 5 mil anos depois, Por Jesus...
E Jesus se comunicou com moises depois de morto:
"Seis dias depois, toma Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandesceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes aparecerem Moisés e Elias, falando com ele" - (Mateus 17.1-3).
Ou seja, a vida seria melhor se todos fossem respeitado, eu acho que excluíram esta pergunta mas eu salvei e colocarei sempre que excluírem =)
abraço.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Postado por Tukka Bianchi às 13:36 0 comentários
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Giras e rituais
A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, o que faz a diferenciação da qualidade de um para outro. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes. Com este tópico para esclarecer, transmitimos, sem nenhum segredo o ritual que nós praticamos.
GIRAS
No sentido de trabalho significa reunião de vários espíritos de uma mesma categoria. As giras podem ser festivas, de trabalho, de treinamento, fechada ou aberta e especifica. Antes das giras propriamente ditas, deve ser feita uma “abertura dos trabalhos” para que o ambiente seja devidamente preparado. Apresentaremos um modelo de abertura de gira em capítulo a parte.
Festiva é aquela em que se presta uma homenagem ao Orixá/Entidade do dia. Nela pode-se puxar outras vibrações, separadamente;
De trabalho são giras realizadas regularmente para o atendimento de consulentes;
De treinamento pode ser realizada junto com a gira de trabalho ou em dia especifico. Nela se processa o desenvolvimento mediúnico dos iniciantes que serão trabalhados pelas entidades incorporadas ou por médiuns feitos, através da vibração de seus guias, sem incorporação
Aberta é uma gira onde se toca para duas ou mais categorias de espíritos. Nela podem trabalhar, ao mesmo tempo, Caboclos, Pretos Velhos, Ibeijada, etc. Cada médium trabalha com a entidade que desejar se manifestar.
Fechada nessas giras trabalha-se com uma “linha” de cada vez. Somos mais favoráveis a este tipo de gira por não haver cruzamento de energia, assim existindo melhor aproveitamento dos fluidos por parte dos médiuns;
Neste caso, chama-se uma única linha por vez, espera-se encerrar seu trabalho, e só depois que ela tiver deixado a gira, chama-se outra linha. Todos os médiuns trabalham com Caboclos, depois com Baianos, por exemplo.
Especifica são as giras de Abaluaê, Oriente, Ibeijada, Exús e Pomba Giras. No caso destas giras são necessários certos procedimentos para se isolar o trabalho. Isso pode ser feito com preces, cânticos especiais ou até mesmo em dias especiais após imantações.
A gira de Exú é uma gira difícil de ser trabalhada pois muitos deturpam a sua finalidade e o modo de trabalho de tais entidades. A falta de conhecimento leva muitos a acreditarem que se trata do “diabo”. Mal sabem que o diabo é o mal, o orgulho, a vaidade, a discriminação e a preguiça que alguns carregam consigo.
Deve-se cantar 7 curimbas para Ogum que sempre abre e fecha esta gira – não é obrigatória a incorporação de Ogum. A energia de Ogum é responsável pelo equilíbrio dos espíritos desta faixa de evolução. Os Exús e Pomba Giras não precisam usar bebidas a não ser para trabalhos específicos e a quantidade é absurdamente pequena . Eles recebem sua libação na tronqueira.
Os Exús e Pomba Giras são entidades evoluídas, embora estejam na base do desenvolvimento espiritual, por isso não aceitamos, de forma alguma, aqueles que fazem gestos obscenos, falam palavrões e dão gargalhadas espalhafatosas ou mesmo que utilizam roupas extravagantes já que todas as outras entidades trabalham com os médiuns vestidos de branco. Isso tudo é teatro, brilho, fantasia não tem nenhuma importância espiritual. Tais entidades são de muito respeito e muita luz, porém humildes e muito próximas da consciência terrena, deixam seus médiuns a vontade até mesmo em suas “palhaçadas”. Médium evoluído, Exú em evolução, valendo também o inverso.
Estas entidades defendem nosso campo anímico (ligação matéria/espírito) para que Oxalá possa continuar conveccionando a vida. Vemos assim que elas têm uma importante função no plano espiritual.
A gira de Ibeijada também é uma das giras difíceis de um terreiro. Após a “abertura” normal da gira e com todos os fundamentos preparados para este trabalho puxa-se a falange das crianças que, por acaso, não são malcriadas apesar de serem alegres e brincalhonas. Muitos médiuns se aproveitam de tal situação e fazem arruaça, achando que com isso tornam autentica a sua incorporação.
Os Erês ou Cosmes (homenagem a São Cosme , entidade protetora das crianças segundo a Igreja Católica) podem brincar sem desrespeitar os princípios espirituais. Essas entidades são a sublimação das forças cósmicas e jamais devemos desafiá-las pensando que por “serem crianças” não tem muita força. A devoção a essa vibração pode nos salvar de situações difíceis.
Deve-se, sempre após uma gira de Ibeijada, chamar outra entidade para encerrar os trabalhos, pois as “crianças” limpam os consulentes e fazem os trabalhos, mas não descarregam a negatividade.
A gira de Abaluaê deve ser isolada das demais, através de preces específicas que devem ser rezadas antes e depois desta gira. Nessas preces deve-se buscar o fortalecimento mental dos médiuns da corrente e projetar energia equilibrando-os para conseguirem assimilar esta vibração que, por ser uma energia de sublimação (Nanã = reação, Omulú = ação) chega na terra de forma triangular , ocupando um espaço maior que as demais vibrações, portanto formando um campo magnético amplo em que o médium pode não conseguir permanecer.
A gira do Oriente deve começar a ser preparada uma semana antes do dia propriamente dito. Ela deve ser aberta pelo Zelador com preces e, durante a semana, devem ser invocadas todas as entidades que irão trabalhar, mantendo-se iluminados os respectivos pontos de firmeza. No dia da gira só deverão participar os médiuns que se mantiveram em harmonia com os fundamentos do terreiro naquela semana. Nestas giras geralmente recebe-se espíritos de muita sabedoria que vem a terra para nos ensinar ou passar mensagens importantes. Não devemos confundir esta gira com a festa dos ciganos. Agira do Oriente trabalha com os espíritos mentores de diversas crenças e culturas orientais.
GIRA BLOQUEADA
Assim chamamos a dificuldade que o médium de incorporação parcial tem de penetrar na faixa vibratória de certos consulentes. Quando isso ocorre o médium não está, necessariamente, falhando ou sem a sua entidade.
Os motivos podem ser:
a) consulente carregado de energia negativa. O consulente fica envolvido dentro de uma redoma.
b) consulente que procura a tenda por simples curiosidade ou para testar as entidades.
c) o consulente é médium ou mesmo Zelador. Já tem sua “coroa” feita e sua próprias entidades fecham a sua faixa vibratória para resguardá-lo.
Nos casos “a” e “b” o médium não deve se deixar perturbar e também não deve tentar romper o bloqueio, pois além de lhe causar grande perda de ectoplasma isso pode fazer com que caia em descredito. O correto é recomendar ao consulente um limpeza espiritual através de banhos de descarrego, imantações e preces e pedir-lhe que retorne para nova consulta.
É importante salientar que as giras de passe não são “consultório sentimental” ou lugar de “conversa fiada, muito menos fábrica de milagres. As pessoas devem ser orientadas para que não desgastem os médiuns contando toda a sua vida. A entidade irá perguntar somente o necessário, não ficará tentando fazer adivinhações.
O Consulente deve ser instruído a manter-se concentrado em seus objetivos para que toda a força do terreiro seja empenhada em fazer a ciclagem espiritual do mesmo. É desta forma que se consegue o que se procura e não com trabalhos direcionados a terceiros. Ninguém tem o direito de interferir no caminho espiritual de outra pessoa a não ser que esta peça. Não devemos esquecer do “livre arbítrio” e principalmente de que “nos tornamos responsáveis por tudo que cativamos”
PROCEDIMENTO DENTRO DA GIRA
No caso “c” deve-se somente saudar a “coroa” do consulente e realizar o passe.
Após o devido preparo espiritual com banhos e imantações e depois de receber as orientações preliminares (aulas) o médium deve seguir o seguinte esquema dentro das giras:
Reflexão – o médium ao adentrar a gira deve refletir sobre sua vida nos dias que antecederam ao trabalho, procurando observar seus pontos fracos, seus erros e acertos. Deverá agradecer a Pai Oxalá a chance de estar novamente a seu serviço.
Concentração – após a reflexão, o médium deve se desligar de tudo que o cerca. Deve fixar seu pensamento num ponto que lhe seja positivo, que lhe cause bem estar, a fim de que sua mente fique livre para receber todas as vibrações e de que seu corpo possa absorver completamente as imantações do ambiente.
Desde a sua entrada no terreiro até o inicio da gira, o médium deve manter-se em silencio absoluto, respirando pausadamente, aguardando a chegada dos demais companheiros.
Quando o médium entra no terreiro ele pode tocar o chão com a mão direita e em seguida benzer-se com o sinal da cruz, saudando as entidades da casa. Não é obrigatório, se não vier do coração.
Após o início da gira chegará o momento de “bater cabeça”. O que isso significa? Como fazê-lo?
Cada médium poderá ter seu “pano-de-cabeça”, o qual deverá ser estendido no chão, diante do Pejí, e, ao som de cântico correspondente, deverá tocar o chão, sobre o pano, com a testa (Salve meu Pai Oxalá). Depois deverá tocar o chão com o lado direito da fronte saudando o Orixá masculino do terreiro (quando já souber seu Pai de Cabeça, ele é quem deverá ser saudado). A seguir deverá tocar o chão com o lado esquerdo da fronte saudando o Orixá feminino do terreiro (quando já souber sua Mãe de Cabeça deverá saudá-la).
A seguir será feita a defumação do ambiente quando, então, os médiuns que já usam as guias, deveram colocá-las no pescoço após imantá-las com a defumação.
DEFUMAÇÃO A produção de aroma se faz pela mistura e aquecimento de várias ervas e essências e tem a finalidade de atrair vibrações e romper o campo magnético do ambiente que será utilizado para os trabalhos.
A cada material cabe atrair um tipo de vibração: boa ou má. Por exemplo: as ervas favorecem as boas vibrações e as espalham pelo ar, já o carvão atrai as más vibrações, porém as retém. Esse carvão será deixado na tronqueira até o final da gira e depois será jogado fora pois a negatividade já terá sido absorvida pelos Exús. (Veja Defumação)
Considerações Gerais
Começamos com o terreiro. Na frente, no portão de entrada normalmente tem uma pequena casa. Nós a chamamos de Tronqueira. Lá dentro tem uma imagem do Sr. Tranca-Ruas, o poderoso Exú protetor do terreiro. É a nossa guarda.
O Terreiro é dividido em duas partes: a da assistência e o terreiro onde se desenvolve a “engira”. Daqui para a frente simplesmente “gira”. Em todo terreiro costuma-se haver um quadrado ou um centro de vibração, onde está enterrada a segurança de toda a casa. É um buraco que contém as armas do Orixá Chefe. Dali, emanando todo o axé da casa. Cria-se, então, um campo vibratório de muita força.
Em alguns terreiros existe hierarquia. Além do dirigente, existem as figuras da Mãe-Pequena e do Pai-Pequeno. Após os capitães de terreiro e dos ogans (atabaqueiros). Todos os membros da corrente devem prestar-lhes obediência e respeito e, ao entrar no terreiro, devem reverenciar-lhes, ritual rigorosamente observado pela religião umbandista. Todos carregam guias diferenciadas dos membros da corrente.
O médium deve ter sempre a consciência de nunca comer carne no dia em que irá trabalhar. Carne proveniente de animais de sangue quente podem conter energias contrárias às necessidades do trabalho que será desenvolvido. Além disso, o sangue contêm muita energia que, se usada por espíritos de pouca ou nenhuma luz, pode atrapalhar consideravelmente o bom andamento do trabalho.
Considerando também que na evolução do reino animal, usar-se-á para sua própria alimentação animais que estejam distantes do grau evolutivo do ser humano, ou seja, recomenda-se o uso de peixes para se alimentar evitando animais mais evoluídos afastando-se das energias inerentes a animais sacrificados para nossa alimentação e que nos sejam “próximos”.
Como o dia de trabalho é sagrado, deve-se evitar a todo custo pensamentos pecaminosos, xingamentos, sentimentos de ódio de maneira geral, sexo, frequentar lugares que sugiram alguma ligação com energias que possam ser prejudiciais ao trabalho.
Não lavar a cabeça mas sim o restante do corpo. Não deve também cortar seu cabelo ou qualquer outra ação que envolva a manipulação de seu chakra coronário.
(Obs.: Banho de descarga com as ervas do seu Orixá).
Chegando no terreiro…
Saudar a(s) Tronqueira(s):
Saudar Seu Tranca Ruas.
Pedir proteção, pedir ajuda nos trabalhos.
Pedir para limpar seu corpo de larvas e miasmas astrais.
Pedir licença para entrar no terreiro. Considere sempre que o chão do terreiro é um solo sagrado e é onde serão desenvolvidos todos os trabalhos. Portanto, faz-se necessário pedir licença para pisá-lo.
Para pedir licença para pisar no terreiro deve-se tocar o chão com o dedo médio, tocando-o 3 vezes, descrevendo um triângulo, (tríade Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos) e em seguida tocar a fronte, o lóbulo parietal e lóbulo occipital (tríade matéria, mente e espírito) solicitando-lhes que nos ajude a manter o fortalecimento e a harmonia destes planos.
As Crianças significam a infância, com sua pureza e inocência.
Os Caboclos significam a mocidade com sua energia.
Os Pretos Velhos significam a velhice com sua humildade e experiência.
Saudar Oxalá.
Saudar seu Orixá de cabeça. Se não souber ainda qual é seu Orixá de cabeça, bastará saudar Oxalá.
Em terreiros que tenham Ogan deve-se saudar o Ogan Chefe. O Ogan é o chefe dos atabaques.
Em terreiro que mantém hierarquia com capitães, deve-se cumprimentar os Capitães do terreiro obedecendo a hierarquia entre eles, ou seja, o 1º capitão a ser cumprimentado deve ser sempre o capitão mais novo a ocupar esta posição, em seguida cumprimentar o segundo e assim consecutivamente até o Capitão mais antigo do terreiro.
Em terreiros que tem pai-pequeno/mãe-pequena deve-se cumprimentá-los. É importante observar que a Umbanda não tem cargos hierárquicos. Muitas vezes esses cargos e definições dentro do terreiro são características advindas do Candomblé.
Cumprimentar o dirigente do terreiro.
Ao som do Hino da Umbanda, a corrente entra no terreiro, cantando alegres, dispostos, de branco, com suas guias e banho de ervas previamente tomado. Após, inicia-se a defumação em todos os presentes. Vale aqui dizer que todo o ritual tem que, obrigatoriamente, ser feito com pontos cantados. Após a defumação, vem o bate-cabeça, oportunidade dos membros da corrente. Os que têm hierarquia já o fizeram no início. Em seguida a saudação aos Anjos da Guarda. Louva-se aos Orixás e aos espíritos que trabalham através dos cavalos (médiuns) no terreiro. Em seguida pede-se a proteção do Sr. Ogum de Ronda. Saudação à Quimbanda e ao Sr. Tranca-Ruas não podem faltar. Feito este ritual é que começam as incorporações.
FUNDAMENTOS DO RITUAL
Hino de Umbanda
É um mantra de louvação à Umbanda.
Os povos em suas liturgias religiosas, desde os tempos imemoriais, invocam suas divindades, não só pelo vocábulo, como também, pela palavra cantada, através de hinos, ladainhas, mantras, cânticos, salmos e pontos cantados.
Defumação
A defumação harmoniza e aumenta o teor das vibrações psíquicas, produzindo condições de recepção e inspiração nos planos físico e espiritual.
Além de influenciar em nossas vibrações psíquicas, as ervas utilizadas na defumação são poderosos agentes de limpeza vibratória, que tornam o ambiente mais agradável e leve. Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos no solo da terra, absorção de nutrientes dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constituitivos das ervas. Deste modo, projetam-se forças capazes de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto de baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, orgulho, mágoa ,etc.
O que fazer nesta hora? Pedindo pela purificação do Terreiro dos médiuns e assistência fechando o nosso corpo e mentalizar os guias, anjo da guarda, pedindo que essas energias nocivas se dissipem.
Bate Cabeça
Neste momento os filhos estão saudando seus Orixás de cabeça e pedindo licença aos mentores espirituais da casa para iniciar os trabalhos.
Anjo da Guarda
Neste momento de louvação ao nosso Anjo de Guarda, devemos pedir sua proteção e harmonia.
Prece de Abertura
É o momento aonde elevamos os nossos pensamentos e pedimos por nós, pelo bom andamento dos trabalhos espirituais, por parentes e amigos encarnados ou desencarnados, deixando toda as mágoas e maus pensamentos, tudo que é de ruim do lado de fora, para que possamos formar uma corrente com bastante solidez que possa combater qualquer força contraria sem romper um elo desta corrente.
Abertura de Gira
Neste momento o dirigente puxa o ponto de abertura de gira (Eu abro a nossa gira com Deus e Nossa Senhora…), é um momento de muita concentração, é quando ele recebe a permissão dos guias espirituais para dar início ao trabalho.
Deus Salve a Pemba, Salve a Toalha e Salve Nosso Congá
Pemba: a caneta dos guias, objeto sagrado na Umbanda, é através dela que se dá a grafia dos espíritos.
Toalha: é onde sauda-se o Orixá, pano de cabeça imantado através do ritual do amaci.
Congá: lugar sagrado aonde estão representados os Orixás e guias que são cultuados na Umbanda.
Salve a Engoma
Engoma: Atabaques, instrumento sagrado e de grande poder vibratório.
Neste momento do trabalho são tocados ritmos de imantação e fixação de energia.
Os atabaques são responsáveis pela harmonia do terreiro através do ritmo.
Salve as Setes linhas da Umbanda
Saudação aos naturais: espíritos que habitam a natureza, que nunca tiveram encarnações, por isso são puros.
Cinco são os reinos naturais: mineral, vegetal, aquático, aéreo, telúrico.
Salve as Crianças
Preparo da firmeza do terreiro. S ão responsáveis pela nossa alimentação de força.
Salve as Entidades da Casa
È o momento em que se sauda todas as entidades que cuidam da casa e os mentores espirituais do trabalho.
Saravá Exú
Normalmente sauda-se o Sr. Tranca Ruas, porque ele é quem recebe a responsabilidade de cuidar de todas as tronqueiras dos terreiros de Umbanda, é ele que abre o terreiro e fecha a rua e no fim da gira fecha o terreiro e abre a rua.
Pode-se, neste momento, saudar algum outro Exú que esteja com a responsabilidade contígua de guardar a casa e a gira.
Saravá Ogum de Ronda
Nesse momento os Oguns se postam como sentinelas do terreiro, cuidando e rondando para evitar intrusos que possam vir atrapalhar o andamento da gira.
Saravá (Orixá)
É cantado ponto de firmeza de linha do Orixá regente do dirigente.
FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net
A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, o que faz a diferenciação da qualidade de um para outro. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes. Com este tópico para esclarecer, transmitimos, sem nenhum segredo o ritual que nós praticamos.
GIRAS
No sentido de trabalho significa reunião de vários espíritos de uma mesma categoria. As giras podem ser festivas, de trabalho, de treinamento, fechada ou aberta e especifica. Antes das giras propriamente ditas, deve ser feita uma “abertura dos trabalhos” para que o ambiente seja devidamente preparado. Apresentaremos um modelo de abertura de gira em capítulo a parte.
Festiva é aquela em que se presta uma homenagem ao Orixá/Entidade do dia. Nela pode-se puxar outras vibrações, separadamente;
De trabalho são giras realizadas regularmente para o atendimento de consulentes;
De treinamento pode ser realizada junto com a gira de trabalho ou em dia especifico. Nela se processa o desenvolvimento mediúnico dos iniciantes que serão trabalhados pelas entidades incorporadas ou por médiuns feitos, através da vibração de seus guias, sem incorporação
Aberta é uma gira onde se toca para duas ou mais categorias de espíritos. Nela podem trabalhar, ao mesmo tempo, Caboclos, Pretos Velhos, Ibeijada, etc. Cada médium trabalha com a entidade que desejar se manifestar.
Fechada nessas giras trabalha-se com uma “linha” de cada vez. Somos mais favoráveis a este tipo de gira por não haver cruzamento de energia, assim existindo melhor aproveitamento dos fluidos por parte dos médiuns;
Neste caso, chama-se uma única linha por vez, espera-se encerrar seu trabalho, e só depois que ela tiver deixado a gira, chama-se outra linha. Todos os médiuns trabalham com Caboclos, depois com Baianos, por exemplo.
Especifica são as giras de Abaluaê, Oriente, Ibeijada, Exús e Pomba Giras. No caso destas giras são necessários certos procedimentos para se isolar o trabalho. Isso pode ser feito com preces, cânticos especiais ou até mesmo em dias especiais após imantações.
A gira de Exú é uma gira difícil de ser trabalhada pois muitos deturpam a sua finalidade e o modo de trabalho de tais entidades. A falta de conhecimento leva muitos a acreditarem que se trata do “diabo”. Mal sabem que o diabo é o mal, o orgulho, a vaidade, a discriminação e a preguiça que alguns carregam consigo.
Deve-se cantar 7 curimbas para Ogum que sempre abre e fecha esta gira – não é obrigatória a incorporação de Ogum. A energia de Ogum é responsável pelo equilíbrio dos espíritos desta faixa de evolução. Os Exús e Pomba Giras não precisam usar bebidas a não ser para trabalhos específicos e a quantidade é absurdamente pequena . Eles recebem sua libação na tronqueira.
Os Exús e Pomba Giras são entidades evoluídas, embora estejam na base do desenvolvimento espiritual, por isso não aceitamos, de forma alguma, aqueles que fazem gestos obscenos, falam palavrões e dão gargalhadas espalhafatosas ou mesmo que utilizam roupas extravagantes já que todas as outras entidades trabalham com os médiuns vestidos de branco. Isso tudo é teatro, brilho, fantasia não tem nenhuma importância espiritual. Tais entidades são de muito respeito e muita luz, porém humildes e muito próximas da consciência terrena, deixam seus médiuns a vontade até mesmo em suas “palhaçadas”. Médium evoluído, Exú em evolução, valendo também o inverso.
Estas entidades defendem nosso campo anímico (ligação matéria/espírito) para que Oxalá possa continuar conveccionando a vida. Vemos assim que elas têm uma importante função no plano espiritual.
A gira de Ibeijada também é uma das giras difíceis de um terreiro. Após a “abertura” normal da gira e com todos os fundamentos preparados para este trabalho puxa-se a falange das crianças que, por acaso, não são malcriadas apesar de serem alegres e brincalhonas. Muitos médiuns se aproveitam de tal situação e fazem arruaça, achando que com isso tornam autentica a sua incorporação.
Os Erês ou Cosmes (homenagem a São Cosme , entidade protetora das crianças segundo a Igreja Católica) podem brincar sem desrespeitar os princípios espirituais. Essas entidades são a sublimação das forças cósmicas e jamais devemos desafiá-las pensando que por “serem crianças” não tem muita força. A devoção a essa vibração pode nos salvar de situações difíceis.
Deve-se, sempre após uma gira de Ibeijada, chamar outra entidade para encerrar os trabalhos, pois as “crianças” limpam os consulentes e fazem os trabalhos, mas não descarregam a negatividade.
A gira de Abaluaê deve ser isolada das demais, através de preces específicas que devem ser rezadas antes e depois desta gira. Nessas preces deve-se buscar o fortalecimento mental dos médiuns da corrente e projetar energia equilibrando-os para conseguirem assimilar esta vibração que, por ser uma energia de sublimação (Nanã = reação, Omulú = ação) chega na terra de forma triangular , ocupando um espaço maior que as demais vibrações, portanto formando um campo magnético amplo em que o médium pode não conseguir permanecer.
A gira do Oriente deve começar a ser preparada uma semana antes do dia propriamente dito. Ela deve ser aberta pelo Zelador com preces e, durante a semana, devem ser invocadas todas as entidades que irão trabalhar, mantendo-se iluminados os respectivos pontos de firmeza. No dia da gira só deverão participar os médiuns que se mantiveram em harmonia com os fundamentos do terreiro naquela semana. Nestas giras geralmente recebe-se espíritos de muita sabedoria que vem a terra para nos ensinar ou passar mensagens importantes. Não devemos confundir esta gira com a festa dos ciganos. Agira do Oriente trabalha com os espíritos mentores de diversas crenças e culturas orientais.
GIRA BLOQUEADA
Assim chamamos a dificuldade que o médium de incorporação parcial tem de penetrar na faixa vibratória de certos consulentes. Quando isso ocorre o médium não está, necessariamente, falhando ou sem a sua entidade.
Os motivos podem ser:
a) consulente carregado de energia negativa. O consulente fica envolvido dentro de uma redoma.
b) consulente que procura a tenda por simples curiosidade ou para testar as entidades.
c) o consulente é médium ou mesmo Zelador. Já tem sua “coroa” feita e sua próprias entidades fecham a sua faixa vibratória para resguardá-lo.
Nos casos “a” e “b” o médium não deve se deixar perturbar e também não deve tentar romper o bloqueio, pois além de lhe causar grande perda de ectoplasma isso pode fazer com que caia em descredito. O correto é recomendar ao consulente um limpeza espiritual através de banhos de descarrego, imantações e preces e pedir-lhe que retorne para nova consulta.
É importante salientar que as giras de passe não são “consultório sentimental” ou lugar de “conversa fiada, muito menos fábrica de milagres. As pessoas devem ser orientadas para que não desgastem os médiuns contando toda a sua vida. A entidade irá perguntar somente o necessário, não ficará tentando fazer adivinhações.
O Consulente deve ser instruído a manter-se concentrado em seus objetivos para que toda a força do terreiro seja empenhada em fazer a ciclagem espiritual do mesmo. É desta forma que se consegue o que se procura e não com trabalhos direcionados a terceiros. Ninguém tem o direito de interferir no caminho espiritual de outra pessoa a não ser que esta peça. Não devemos esquecer do “livre arbítrio” e principalmente de que “nos tornamos responsáveis por tudo que cativamos”
PROCEDIMENTO DENTRO DA GIRA
No caso “c” deve-se somente saudar a “coroa” do consulente e realizar o passe.
Após o devido preparo espiritual com banhos e imantações e depois de receber as orientações preliminares (aulas) o médium deve seguir o seguinte esquema dentro das giras:
Reflexão – o médium ao adentrar a gira deve refletir sobre sua vida nos dias que antecederam ao trabalho, procurando observar seus pontos fracos, seus erros e acertos. Deverá agradecer a Pai Oxalá a chance de estar novamente a seu serviço.
Concentração – após a reflexão, o médium deve se desligar de tudo que o cerca. Deve fixar seu pensamento num ponto que lhe seja positivo, que lhe cause bem estar, a fim de que sua mente fique livre para receber todas as vibrações e de que seu corpo possa absorver completamente as imantações do ambiente.
Desde a sua entrada no terreiro até o inicio da gira, o médium deve manter-se em silencio absoluto, respirando pausadamente, aguardando a chegada dos demais companheiros.
Quando o médium entra no terreiro ele pode tocar o chão com a mão direita e em seguida benzer-se com o sinal da cruz, saudando as entidades da casa. Não é obrigatório, se não vier do coração.
Após o início da gira chegará o momento de “bater cabeça”. O que isso significa? Como fazê-lo?
Cada médium poderá ter seu “pano-de-cabeça”, o qual deverá ser estendido no chão, diante do Pejí, e, ao som de cântico correspondente, deverá tocar o chão, sobre o pano, com a testa (Salve meu Pai Oxalá). Depois deverá tocar o chão com o lado direito da fronte saudando o Orixá masculino do terreiro (quando já souber seu Pai de Cabeça, ele é quem deverá ser saudado). A seguir deverá tocar o chão com o lado esquerdo da fronte saudando o Orixá feminino do terreiro (quando já souber sua Mãe de Cabeça deverá saudá-la).
A seguir será feita a defumação do ambiente quando, então, os médiuns que já usam as guias, deveram colocá-las no pescoço após imantá-las com a defumação.
DEFUMAÇÃO A produção de aroma se faz pela mistura e aquecimento de várias ervas e essências e tem a finalidade de atrair vibrações e romper o campo magnético do ambiente que será utilizado para os trabalhos.
A cada material cabe atrair um tipo de vibração: boa ou má. Por exemplo: as ervas favorecem as boas vibrações e as espalham pelo ar, já o carvão atrai as más vibrações, porém as retém. Esse carvão será deixado na tronqueira até o final da gira e depois será jogado fora pois a negatividade já terá sido absorvida pelos Exús. (Veja Defumação)
Considerações Gerais
Começamos com o terreiro. Na frente, no portão de entrada normalmente tem uma pequena casa. Nós a chamamos de Tronqueira. Lá dentro tem uma imagem do Sr. Tranca-Ruas, o poderoso Exú protetor do terreiro. É a nossa guarda.
O Terreiro é dividido em duas partes: a da assistência e o terreiro onde se desenvolve a “engira”. Daqui para a frente simplesmente “gira”. Em todo terreiro costuma-se haver um quadrado ou um centro de vibração, onde está enterrada a segurança de toda a casa. É um buraco que contém as armas do Orixá Chefe. Dali, emanando todo o axé da casa. Cria-se, então, um campo vibratório de muita força.
Em alguns terreiros existe hierarquia. Além do dirigente, existem as figuras da Mãe-Pequena e do Pai-Pequeno. Após os capitães de terreiro e dos ogans (atabaqueiros). Todos os membros da corrente devem prestar-lhes obediência e respeito e, ao entrar no terreiro, devem reverenciar-lhes, ritual rigorosamente observado pela religião umbandista. Todos carregam guias diferenciadas dos membros da corrente.
O médium deve ter sempre a consciência de nunca comer carne no dia em que irá trabalhar. Carne proveniente de animais de sangue quente podem conter energias contrárias às necessidades do trabalho que será desenvolvido. Além disso, o sangue contêm muita energia que, se usada por espíritos de pouca ou nenhuma luz, pode atrapalhar consideravelmente o bom andamento do trabalho.
Considerando também que na evolução do reino animal, usar-se-á para sua própria alimentação animais que estejam distantes do grau evolutivo do ser humano, ou seja, recomenda-se o uso de peixes para se alimentar evitando animais mais evoluídos afastando-se das energias inerentes a animais sacrificados para nossa alimentação e que nos sejam “próximos”.
Como o dia de trabalho é sagrado, deve-se evitar a todo custo pensamentos pecaminosos, xingamentos, sentimentos de ódio de maneira geral, sexo, frequentar lugares que sugiram alguma ligação com energias que possam ser prejudiciais ao trabalho.
Não lavar a cabeça mas sim o restante do corpo. Não deve também cortar seu cabelo ou qualquer outra ação que envolva a manipulação de seu chakra coronário.
(Obs.: Banho de descarga com as ervas do seu Orixá).
Chegando no terreiro…
Saudar a(s) Tronqueira(s):
Saudar Seu Tranca Ruas.
Pedir proteção, pedir ajuda nos trabalhos.
Pedir para limpar seu corpo de larvas e miasmas astrais.
Pedir licença para entrar no terreiro. Considere sempre que o chão do terreiro é um solo sagrado e é onde serão desenvolvidos todos os trabalhos. Portanto, faz-se necessário pedir licença para pisá-lo.
Para pedir licença para pisar no terreiro deve-se tocar o chão com o dedo médio, tocando-o 3 vezes, descrevendo um triângulo, (tríade Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos) e em seguida tocar a fronte, o lóbulo parietal e lóbulo occipital (tríade matéria, mente e espírito) solicitando-lhes que nos ajude a manter o fortalecimento e a harmonia destes planos.
As Crianças significam a infância, com sua pureza e inocência.
Os Caboclos significam a mocidade com sua energia.
Os Pretos Velhos significam a velhice com sua humildade e experiência.
Saudar Oxalá.
Saudar seu Orixá de cabeça. Se não souber ainda qual é seu Orixá de cabeça, bastará saudar Oxalá.
Em terreiros que tenham Ogan deve-se saudar o Ogan Chefe. O Ogan é o chefe dos atabaques.
Em terreiro que mantém hierarquia com capitães, deve-se cumprimentar os Capitães do terreiro obedecendo a hierarquia entre eles, ou seja, o 1º capitão a ser cumprimentado deve ser sempre o capitão mais novo a ocupar esta posição, em seguida cumprimentar o segundo e assim consecutivamente até o Capitão mais antigo do terreiro.
Em terreiros que tem pai-pequeno/mãe-pequena deve-se cumprimentá-los. É importante observar que a Umbanda não tem cargos hierárquicos. Muitas vezes esses cargos e definições dentro do terreiro são características advindas do Candomblé.
Cumprimentar o dirigente do terreiro.
Ao som do Hino da Umbanda, a corrente entra no terreiro, cantando alegres, dispostos, de branco, com suas guias e banho de ervas previamente tomado. Após, inicia-se a defumação em todos os presentes. Vale aqui dizer que todo o ritual tem que, obrigatoriamente, ser feito com pontos cantados. Após a defumação, vem o bate-cabeça, oportunidade dos membros da corrente. Os que têm hierarquia já o fizeram no início. Em seguida a saudação aos Anjos da Guarda. Louva-se aos Orixás e aos espíritos que trabalham através dos cavalos (médiuns) no terreiro. Em seguida pede-se a proteção do Sr. Ogum de Ronda. Saudação à Quimbanda e ao Sr. Tranca-Ruas não podem faltar. Feito este ritual é que começam as incorporações.
FUNDAMENTOS DO RITUAL
Hino de Umbanda
É um mantra de louvação à Umbanda.
Os povos em suas liturgias religiosas, desde os tempos imemoriais, invocam suas divindades, não só pelo vocábulo, como também, pela palavra cantada, através de hinos, ladainhas, mantras, cânticos, salmos e pontos cantados.
Defumação
A defumação harmoniza e aumenta o teor das vibrações psíquicas, produzindo condições de recepção e inspiração nos planos físico e espiritual.
Além de influenciar em nossas vibrações psíquicas, as ervas utilizadas na defumação são poderosos agentes de limpeza vibratória, que tornam o ambiente mais agradável e leve. Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos no solo da terra, absorção de nutrientes dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constituitivos das ervas. Deste modo, projetam-se forças capazes de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto de baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, orgulho, mágoa ,etc.
O que fazer nesta hora? Pedindo pela purificação do Terreiro dos médiuns e assistência fechando o nosso corpo e mentalizar os guias, anjo da guarda, pedindo que essas energias nocivas se dissipem.
Bate Cabeça
Neste momento os filhos estão saudando seus Orixás de cabeça e pedindo licença aos mentores espirituais da casa para iniciar os trabalhos.
Anjo da Guarda
Neste momento de louvação ao nosso Anjo de Guarda, devemos pedir sua proteção e harmonia.
Prece de Abertura
É o momento aonde elevamos os nossos pensamentos e pedimos por nós, pelo bom andamento dos trabalhos espirituais, por parentes e amigos encarnados ou desencarnados, deixando toda as mágoas e maus pensamentos, tudo que é de ruim do lado de fora, para que possamos formar uma corrente com bastante solidez que possa combater qualquer força contraria sem romper um elo desta corrente.
Abertura de Gira
Neste momento o dirigente puxa o ponto de abertura de gira (Eu abro a nossa gira com Deus e Nossa Senhora…), é um momento de muita concentração, é quando ele recebe a permissão dos guias espirituais para dar início ao trabalho.
Deus Salve a Pemba, Salve a Toalha e Salve Nosso Congá
Pemba: a caneta dos guias, objeto sagrado na Umbanda, é através dela que se dá a grafia dos espíritos.
Toalha: é onde sauda-se o Orixá, pano de cabeça imantado através do ritual do amaci.
Congá: lugar sagrado aonde estão representados os Orixás e guias que são cultuados na Umbanda.
Salve a Engoma
Engoma: Atabaques, instrumento sagrado e de grande poder vibratório.
Neste momento do trabalho são tocados ritmos de imantação e fixação de energia.
Os atabaques são responsáveis pela harmonia do terreiro através do ritmo.
Salve as Setes linhas da Umbanda
Saudação aos naturais: espíritos que habitam a natureza, que nunca tiveram encarnações, por isso são puros.
Cinco são os reinos naturais: mineral, vegetal, aquático, aéreo, telúrico.
Salve as Crianças
Preparo da firmeza do terreiro. S ão responsáveis pela nossa alimentação de força.
Salve as Entidades da Casa
È o momento em que se sauda todas as entidades que cuidam da casa e os mentores espirituais do trabalho.
Saravá Exú
Normalmente sauda-se o Sr. Tranca Ruas, porque ele é quem recebe a responsabilidade de cuidar de todas as tronqueiras dos terreiros de Umbanda, é ele que abre o terreiro e fecha a rua e no fim da gira fecha o terreiro e abre a rua.
Pode-se, neste momento, saudar algum outro Exú que esteja com a responsabilidade contígua de guardar a casa e a gira.
Saravá Ogum de Ronda
Nesse momento os Oguns se postam como sentinelas do terreiro, cuidando e rondando para evitar intrusos que possam vir atrapalhar o andamento da gira.
Saravá (Orixá)
É cantado ponto de firmeza de linha do Orixá regente do dirigente.
FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net
Postado por Tukka Bianchi às 13:54 0 comentários
Marcadores: Giras e rituais
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pontos dos Pretos-Velhos
Louvação aos Pretos-Velhos
Olelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Eu vou plantar neste quintal pé de pinheiro>
Para mostrar como se quebra macumbeiro>bis
Olelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Galo penacho bota macho na campana>
Neste terreiro galo velho não apanha> bis
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho que veio da Costa
Que veio do Congo, Luanda e Guiné
Preto Velho de Nossa Senhora
Vem no terreiro olhar filhos de fé
Chora meu cativeiro>
Meu Cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho que gira na de Angola
Que gira no de Gejo, Bantú e Nagô
Preto Velho de Nossa Senhora
Filho de Zambi, ele é meu protetor
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho aqui na terra trabalhou
Tanto trabalhou, até que um dia lá na aruanda
Nossa Senhora o abençoou
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Pontos Individuais de Pretos-Velhos
Pai Maneco
Ele é preto velho
Preto sim senhor
Ele é o Pai Maneco, meu filho
Nego rezador
Ele tem chicote
Não pra revidar
Ele aponta uma estrela, meu filho
No reino de Iemanjá
Saudação ao Pai Maneco
Pai Maneco senta no toco
Faz o sinal da cruz
Pede proteção a Zambi
Para os filhos de Jesus
Cada conta do seu rosário
É um filho que aí está
Se não fosse o Pai Maneco
Eu não sabia caminhar
Pai Maneco Feiticeiro
Letra: entidade Pai Maneco
Música: João Costa e Ivo
Maneco chama feitiço>
Quem faz feitiço é feiticeiro>bis
De Aruanda vem ordem do Velho>
Quem manda é o velho faceiro>bis
Feiticeiro pega o patuá
Mandinga e suas ervas
E no Terreiro vem dançar>bis
Bate o pé, levanta a poeira>
E queima coisa ruim>bis
Salve o feitiço do Velho Feiticeiro>bis
Pai Luiz de Xangô
Letra e música:
Gustavo Guimarães
Kaô, Kaô, Xangô
Kaô, Kaô, Xangô me chamou> bis
Olha o nego arriou no terreiro, kaô
Kaô Cabecile, ele é meu protetor
Kaô, kaô, Xangô >
Kaô, kaô, Xangô me chamou> bis
Salve a linha de Quenguelê
Pai Luiz de Aruanda
Ele vem me valer
Pai José
Pai Mané, cadê Pai José
Foi no mato colher guiné
Quando ele voltar
Diga para vir me ver
Outro:
Ele vive no meio das flores
Beijando a lua
No fundo do mar
Oh meu Pai, que é Pai José
Que veio da Angola, d'Angolá
Oi que vem saravá
Salve Deus
E os caboclos da Aruanda
Pai José chegou
No terreiro de Umbanda
Mestre Cipriano
Letra e música adaptação:
Pai André e Bitty
Mestre Cipriano vai chegar agora>
No navio negreiro >
Com os escravos de Angola> bis
Veio com bantus, congos e guinés
Trazer à Umbanda a capoeira
A quem tem fé
Pai Joaquim de Angola
E na aroeira de São Benedito
Santo Antônio mandou me chamar>bis
Pai Joaquim, ê ê
Pai Joaquim, ê a
Pai Joaquim veio de Angola
Pai Joaquim veio de Angola, Angolá
Tio Tonho de Angola
Meu Senhor da casa grande
Não me bata por favor
Não me amarre no seu toco
Me conceda seu perdão
Trago minha força armada
Luz, amor e gratidão
Sou Tio Tonho de Angola
Que chegou neste congá
Sou Tio Tonho de Angola
Que chegou pra trabalhar
Pai Bernardo
Com sua pemba, com seu apito>
Pai Bernardo vem> bis
Ele vem do Congo vem, vem
Vem de mujongo, vem, vem
Ele vem tirar
Toda mandinga que o filho tem
Pai Bernardo vem
Pai Congo
Pisa na linha de Congo>
Meu Filho, filho meu >
Pisa na linha de Congo devagar >
Filho Meu>bis
Pisa na linha de Congo destemido
Filho meu
Pai Congo trabalha na Umbanda
Para lhe ajudar
Olha o Congo a girar
Pai Guiné
É o vento que balança a folha
Guiné
É o vento que balança a folha
É, é, é Pai Guiné
É o vento que balança a folha
Pai Serafim
Pai Serafim vem do meio das flores
Olhando o céu, beirando o mar
Ele é preto velho de Umbanda>
Que vem de Aruanda>
Para nos salvar>bis
Pai João de Angola
Na Angola tem um velho
Que caminha devagar
Chama Pai João
Vamos saravar
Pai Joaquim de Xangô
Xangô chamou
Pai Joaquim lá na Pedreira
Veio de longe Pai Joaquim
Trabalhar na cachoeira
Xangô chamou
Pai Joaquim lá na pedreira
Pai Joaquim chama seus filhos
Pra benzer na cachoeira
Outro:
Xangô está no alto da pedreira>
E Pai Joaquim, guarda a cachoeira>bis
Águas limpas, cristalinas>
Correm pro rio>
Onde Oxalá se batizou>bis
Preto Velho Pai Joaquim
É filho de Xangô
É guardião da cachoeira
E do rio que Oxalá se batizou
Águas limpas, cristalinas
Correm pro rio
Onde Oxalá se batizou
Na pedreira, junto da cachoeira>
Preto velho abençoou>bis
Pai Ambrósio
Chegou Pai Ambrósio, chegou
Pra salvar os filhos de fé
Na Umbanda só se vence com amor
E ele vem, na linha do Senhor
E ele vem, em nome do Senhor
Tio Antônio
Pedi licença a mamãe Oxum
Pedi licença a Pai Oxalá
Pedi licença ao Senhor do Bonfim
Pra Tio Antônio vir trabalhar
Quem vem lá é de paz
Quem vai chegar no congá
É um baiano formoso
É Tio Antônio que vem trabalhar
Pai Tomás
Oh Pai Tomás, Oh Pai Tomás
Vem no terreiro, vem trabalhar
Filho de Zambi ,ele é filho de Oxalá
Oh Pai Tomás ,Oh Pai Tomas
Vem no terreiro, vem trabalhar
Sua falange, com licença de Oxalá
Pai Benedito de Angola
Pai Benedito veio de Angola
Pai Benedito veio de lá
Firma a cabeça pra Pai Benedito
Vir trabalhar neste congá
Pai Francisco
Letra e música: Pai Francisco
Hoje é dia de gira de preto
Pai Francisco vamos chamar
Hoje é dia de gira de preto
Pai Francisco vai chegar
Pai Francisco é de Congo
Ele é filho de Iemanjá
Ele vem nesse terreiro
Ensinar filho a rezar
Pai André
Letra: Folclore
Arranjo e música: Bitty
Com flores brancas
Minhas almas vou louvar
Com seu perfume também
Vou me perfumar
Mamãe Oxum ilumina
A minha fé
Vem de aruanda
Vem chegando Pai André>bis
“Pai André é de Guiné”
Pai Tibúrcio
Letra: Lorena Bittencourt
Música: João Costa
Preto-velho Pai Tibúrcio>
Nos ajuda a caminhar>
Nesta estrada tão longa>
Ele vem nos ensinar>bis
Que nosso Pai Oxalá
Traga amor e caridade
Às crianças de esperança
Ao senhor a eternidade
Pai Benedito
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro > bis
É Pai Benedito, ele é mirongueiro> bis
Pai Joaquim da Costa
Saravá, saravá, saravá
Chega pra lá mandingueiro
Pai Joaquim nasceu lá na costa
Lá na costa ele foi batizado
Pai Joaquim quando risca seu ponto
Desmancha feitiço malvado
Saravá, saravá, saravá
Chega pra lá mandingueiro
Pai Joaquim veio lá da costa
Já chegou no nosso terreiro
Ele vem pra nos afastar
Da mira do feiticeiro
Pai José da Praia
Pai José da Praia vem>
Vem aqui nos ajudar>bis
Pai José da Praia vem>
Vem aqui neste congá>bis
Ele vem nos ensinar
As palavras de Iemanjá
Rei Congo
Congo, rei Congo
Congo chegou
Congo é maravilha
No terreiro trabalhou
Outro:
Um lindo sol apareceu
E preto velho já está trabalhando
Navegando, remando
Trabalhando e pescando>bis
Filho de Congo
Filho do Velho
Não reme contra a maré
Siga em frente
Com muita fé
Navegando, remando
E vento soprando>bis
Pai Tomé
Mãe Maria, cadê Pai Tomé
Foi pro mato buscar guiné
Quando ele voltar
Peça pra ele me benzer
Pai Malaquias
Ele veio lá de Aruanda
Com a luz da estrela guia
Saudar filhos de Umbanda
Ele é Pai Malaquias
Nas suas mãos raios de luz
No coração traz a sua guia
A Oxalá pede pra abençoar
O preto velho Pai Malaquias
Com arruda e guiné>
Reza os filhos que tem fé>
Preto velho veio trabalhar>
E este congá abençoar>bis
Pai Lourenço de Guiné
Preto velho vem
Com a folha verde na mão
Vem benzendo os seus filhos
Saravando seus irmãos
Pai Lourenço é preto velho
Vem trazendo o seu Axé
Vem benzendo os seus filhos
Com a folha de guiné
Pai Tião
Nasce o sol bem de mansinho
E Pai Tião está a apreciar
Caminhando a beira do mar
Veio saudar Iemanjá
Quem é do Congo>
Congo aruê>
Firma na areia>
Que eu quero ver>bis
Preto-velho veio trabalhar
E na praia gosta de morar
Vive aqui no seu cantinho
Com seu barco pra pescar
Quem é do Congo>
Congo aruê>
Firma na areia >
Que eu quero ver>bis
Pai Tião gosta do mar
E aqui vem meditar
Sua grande devoção
É a Senhora da Conceição
Quem é do Congo...>bis
Pai Miguel
Lá em Angola tem um velho
Que caminha devagar
Ele é Pai Miguel de Angola
Vem na banda trabalhar
Pai Josias
Oi salve Deus
Salve os pretos de Aruanda
Pai Josias chegou
No terreiro de Umbanda
Pai Jeremias
Canoeiro, canoeiro
O que traz nessa canoa
Trago pemba, trago guia
Jeremias vem na proa
Canoeiro, canoeiro
O que traz nessa canoa
Trago pemba, trago guia
E o rosário de Maria
Linha de Pretos-Velhos
Que preto é esse, oh Cambinda
Que chegou agora, oh Cambinda
É o Pai (...dar o nome), oh Cambinda
Que veio de Angola.
Firma ponto minha gente
Preto velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá o Preto Velho
Saravá, saravá, saravá,
Ele chegou no terreiro
Ele vem nos ajudar
Preto Velho tá quebrado>
De tanto trabalhar>
Preto Velho tá cansado>
De tanto curimbar> bis
Firma ponto, risca pemba>
Que é longa a caminhada>
Quem tem fé, tem tudo>
Quem não tem fé, não tem nada> bis
Meu pito tá apagado>
Minha marafa acabou>
Vou trabalhar pra suncê>
Porque sou trabalhadô> bis
Eu vou trabalhar>
Suncê vai ganhar>
Muito bongo, meu filho>
E depois vem me pagar> bis
Deixei meu cachimbo no toco
Mandei o moleque buscar
Na hora da derrubada
Meu cachimbo ficou lá
Zum, zum, bateu na porta
Saravá vou ver quem é
É o povo da aruanda
É a falange de Guiné
Arriou na linha de Congo
É Congo, é Congo aruê
Arriou na linha de Congo,
Agora que quero ver.
Congo, Rei Congo
Congo chegou
Congo é maravilha
No terreiro saravou
Preto velho senta no toco
Faz o sinal da cruz
Pede proteção a Zambi
Para os filhos de Jesus
Cada conta do seu rosário
É um filho que ai está
Se não fosse o Preto Velho
Eu não sabia caminhar
Quenguelê, Quenguelê, Xangô>
Ele é filho da cobra coral >bis
Olha o preto está trabalhando
E o branco não está, está olhando...
Chora meu cativeiro, meu cativeiro>
Meu cativerá> bis
No tempo da escravidão
Preto Velho sempre trabalhou
Sentado na sua senzala
Batia tambor, saravá pai Xangô
Bate tambor lá na Angola>
Bate tambor> 3 x bis
Pai Maneco bate tambor
Pai José bate tambor
Pai Joaquim bate tambor
Bate tambor lá na Angola
Bate tambor> bis
E esse nego que veio de aruanda
No terreiro de Umbanda
Ele vem pra trabalhar
E olha o passo na gira que o nego dá
E olha o jeito desse nego trabalhar
E olha o passo na gira que o nego dá
E esse nego já foi dono de congá
Lá nas matas tem as folhas da Jurema > bis
A lua lá no céu surgiu
E clareou os caminhos de Umbanda
Aqui na terra filho de pemba>
É guerreiro>
Preto Velho surgiu>
Como é linda a sua banda>bis
A estrela lá no céu brilhou
E clareou os caminhos de Umbanda
E lá na terra filho de pemba pediu>
Preto Velho ouviu>
Com é linda a nossa Umbanda>bis
Ai meu tempo faz tanto tempo
Meu tempo que não volta mais
Quando negros de Aruanda>
Cantavam todos iguais>bis
Nós somos feitos da castanha da aruanda
Da proteção de Iemanjá
Aruanda eh eh eh>
Aruanda ah ah ah>bis
Preto Velho ficava sentado
No batique do velho portão
Preto Velho com sua viola>
Preto Velho com seu violão>bis
Na festa da Conceição
Todo mundo pedia implorava
O menino pegava a viola>
Preto Velho então cantarolava>bis
Aruanda eh eh eh >
Aruanda ah ah ah>bis
Letra e música:
entidade Tio Antônio
Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa o corpo mole>bis
É mironga de Terreiro
Preto Velho vai tirar
Vai fazer reza bem forte
Pra mandinga afastar
Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa com o corpo mole>bis
Parece que é coisa feita
Preto Velho vai tirar
Mas não fique assustado
Deste mal vou lhe livrar
E depois você vai embora
Vai pra casa descansar
E depois que passar o tempo
Volte aqui me visitar
Eu cheguei no terreiro
Risquei o meu ponto
Quem é o primeiro?
Eu cheguei no terreiro
Risquei minha pemba
Quem é o primeiro?
O primeiro é aquele
Que está lá no canto
Com cara de pranto
Qué falar com o homem > bis
Venha cá mizi fio
Jogaram feitiço em suncê
Agora vá lá na encruza
Acenda uma vela com fita amarela
Farofa e dendê, que eu vai te proteger
Que eu vai te proteger
Eu vai te proteger, mas peça maleime
Meu filho de fé
Confia em mim, eu sou Embaé > bis
Tira o cipó do caminho
Oh criança
Deixa Vovô atravessar
É Preto Velho
Que vem de aruanda
Para trabalhar
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro
Ele é Preto Velho
Ele é mirongueiro
O Preto Velho
No tempo do cativeiro
Trabalhava o dia inteiro
Na senzala a matuscar
Uma maneira de domingo
Ir no terreiro
Com arruda e guiné
Saravá seu Orixá
Hoje o preto
Quando desce no terreiro
Vem saravando os seus filhos
Com licença de Oxalá
Vem ensinando humildade e caridade
E a todos que tem fé
Um jeito de se salvar
Ajuda eu Preto velho
Ajuda eu a rezar
Ajuda eu atabaque
Ajuda eu a girar
Na fazenda de Santa Rita
Nego duro de se acordar
Não trabalha porque não quer
Tem cavalo pra arriar
Não vou plantar café de meia
Eu vou plantar canavial
Café de meia não dá lucro Sinhá dona
Canavial, marafo dá
Amarra o boi, Preto Velho >
Na porteira do congá > bis
É preto, é preto, oi Cambinda
Na terra de preto, oi Cambinda
Eu também sou preto, oi Cambinda
Na terra de preto, oi Cambinda
Preto Velho quando vem da Aruanda
Vem com Deus e a Virgem Maria
Saravá o povo de Aruanda >
Saravá o povo da Bahia > bis
Tizorere,orere, orara>bis
Os Pretos Velhos
Quando vem pra trabalhar
Vem trazendo a sua gente
Para todo mal levar
Ago, ago, vem saravar
Filhos de Umbanda
Ago, ago vem saravar
Neste congá
Saravá eles
Como chefes de terreiro
Saravá eles
Com todos seus companheiros
Ô meu São Benedito>
Na coroa de Zambi tem congá > bis
Seu carreteiro toca o carro devagar
Que senão o carro vira
E o carreteiro passa mal
Sou Preto Velho e não gosto de lambança >
Curo moço, curo velho >
E também curo criança > bis
Eiê, eiê, eiê, eiê, eiê
Oi, eiê, eiê, eiê, eiá>
O jongo é bom de lascar>
no terreiro de dona Sinhá> bis
Preto Velho baixa na terra
Faz coisas de admirar
Planta um pé de banana
Na mesma hora ela dá
O tronco solta o cacho
Se vê amadurecer
Preto Velho tira a banana
E dá pra todos comer
Isto que quero ver>
Pai de Santo que saiba fazer> bis
Oiê, Senhor Macuta
Oiê Senhor Macutá
Ele vem de Angola
Senhor Macutá
Chegou agora, Senhor Macutá
Com a mão na pemba
Alcançou vitória,
Senhor Macutá.
É preto, é preto
É do meu congá
É preto, é preto
Ora vamos saravá
Kió viva a Angola
Viva a Angola é>bis
Preto Velho está na Angola
Oi viva a Angola é
Pai Maneco está na Angola
Oi viva a Angola é
Kió viva a Angola>
Viva a Angola é>bis
Pai Joaquim está na Angola
Oi viva a Angola é
Pai João está na Angola
Oi viva a Angola é
Kió viva a Angola>
Viva a Angola é>bis
Ainda bem que era dia
Papai mandou chamar
Firma a cabeça meus filhos
Que tem preto pra chegar
Letra: entidade
Pai Luiz de Xangô
Música: João Costa
Corisco o céu rasgou
O chão do terreiro brilhou
Com a sua cruz e o seu machado
O Preto Velho
Sua presença marcou
Xangô, Deus do céu
No Preto
Sua voz ecoou
Xangô, Justiceiro e humilde
Sua falange ilumine
São Benedito
Tem pena dele Benedito
Tenha dó
Ele é filho de Zambi
Ô São Benedito, tenha dó>bis 3 vezes
Tem pena dele Nanã
Tenha dó
Ele é filho de Zambi
Ô Nanã
Tenha dó
Ponto de Subida
dos Pretos-Velhos
Preto Velho vai ao ló
Mas não deixa os filhos só>bis
Ele vai pra Aruanda
Junto com Zambi menor>bis
Outro:
A sineta do céu bateu>
Oxalá já diz>
É hora>bis
Eu vou, eu vou, eu vou>
Fiquem com Deus e>
Com Nossa Senhora>bis
Outro:
E vai Preto Velho
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com véu
Outro:
A estrela brilha no céu
Clareia a Umbanda
Está na hora, o galo cantou
Adeus meus filhos
Preto Velho vai embora
Fiquem com Deus
E Nossa Senhora
Ponto de Subida
do Pai Maneco
Letra e música:
entidade Tio Antônio
O galo vai cantar
Quando chegar a hora
Pai Maneco pra aruanda
Vai de volta na aurora
Ele vai deixar
Muito amor, muita alegria
Vai pra junto de Iemanjá
E da Virgem Maria
Pretas-Velhas
Pontos Individuais
das Pretas-Velhas
Vovó Maria Redonda
Quem vem lá
Quem combate demanda
Ela é filha de Congo
É Maria Redonda
O Milagre da cura
Dona Maria Redonda
e Reinaldinho
Dona Maria Redonda
Pediu para eu cantar
Um chamado de Cura
Para que o povo aprenda
Nem que não entenda
Mais fique a chamar
Pelo milagre da Cura
Da ajuda mais pura
Que vem da Corrente
Olhe de frente
Veja com Fé
Deixe vazar a maré
Preto-Velho só vem para curar
Preto-Velho só quer ajudar
Pelo Amor verdadeiro que tem
A essência da luz e do bem.
Vovó Sabina
Letra e música: entidade Vovó Sabina
Vovó Sabina nega lavadeira >
Lava roupa de sinhá > bis
Lava roupa de sinhá
Mas sua mãe é Iemanjá
Vovó Chica
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Gira, gira, girou
Perto da Chica estou
Vovó Chica é parteira e rezadeira
Com tanta luz, também é curandeira
De mãos postas com devoção
Chica reza com o coração
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Perto da Chica estou
Seu tercinho branco está abençoado
Junto do seu peito está guardado
Cristo deu-lhe força e a luz
E, com humildade, agradece a Jesus
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Gira, gira, girou
Perto da Chica estou
Outro:
Acabou meu cigarro de palha>
Vó Chica é quem foi buscar>bis
Rasgou a barra da saia>
Pra fazer meu patuá>bis
Demanda com ponto de fogo>
Vó Chica sabe desmanchar>bis
Sua Umbanda é pro bem >
E todo o mal vai levar>bis
Vovó Maria Chica
Preta Velha que vem no terreiro saravá
Preta Velha que vem no terreiro trabalhar
Ela é Maria Chica de aruanda
Ela vem neste terreiro saravá
Ela é Maria Chica de aruanda
Ela vem neste terreiro trabalhar
Vovó Catarina
Vovó Catarina ê, ê
Vovó Catarina ê, á
Vovó Catarina vem de Angola
Vovó Catarina ê, á
Outro:
Vovó Catarina que tem poder>
Tem na Umbanda muito haver > bis
Ela vem da aruanda
Com a fé de Oxalá
Traz arruda e guiné
Pra rezar filhos de fé
Vovó Maria Conga
Abre este terreiro
Abre este congá
Chegou Maria Conga
Que vem trabalhar
Saravá Umbanda
Saravá Quimbanda
Saravá quem manda
Saravá você
Mãe Maria da Praia
Ai vem Mãe Maria
Que vem do lado de lá
Vem pedindo licença a Oxalá
E a grande Sereia do Mar
Ai vem Mãe Maria
Que vem neste congá
Abençoar os filhos de fé
E todo mal levar
Vovó Maria de Angola
Letra: Cláudio Bittencourt
Saravá Maria de Angola
Preta Velha guerreira
Saravá Maria de Angola
Nega benzedeira
Vovó Maria no terreiro
Faz mandinga com arruda e patuá
Dá a sua proteção
E vem seus filhos ajudar
Outro:
Vestida de branco está Maria de Angola
Veio trabalhar no congá de Oxalá
Perfuma com arruda e guiné
E no terreiro firma a sua fé
Ela reza pra Jesus, Maria e José
Que firme este terreiro
E não deixe cair filho de fé
É de Angola>
Só veste branco>
Vovó Maria>
No congá firma seu ponto>bis
Vovó Maria das Dores
Letra e música: Ivo
Vózinha Maria das Dores >
Acende seu pito na banda de cá > bis
Pegou um pouco d'água >
Misturou com erva >
E fez um remédio >
Pros filhos curar > bis
Mãe Jacira
Letra e música: Bitty
Ela vem do mar
Ela vem da areia
Ela é Preta Velha
De mamãe Sereia
Ela é lavadeira
Ela de Sinhá
Ela é a Mãe Jacira
Preta de Iemanjá
Maria Sacambinda
Maria Sacambinda
Lavadeira de sinhá
Lavou roupa de Congo
Não é dela, é de Iemanjá
Vovó Maria da Bahia
Vovó Maria, ela veio da Bahia
Ela vem pra trabalhar
Tem licença de Pai Oxalá
Vovó Maria, ela veio da Bahia
Vem trazendo a sua pemba, sua guia
E o rosário da Virgem Maria
Vovó Maria
Vovó Maria>
Ela vem da Bahia> bis
Ela vem pra trabalhar
Com licença do Pai Oxalá
Vem trazendo sua pemba, a sua guia
Seu rosário da Virgem Maria
Vovó Cambinda
Cambinda mamanhê
Cambinda mamanha
Segura Cambinda
Que eu quero ver
Filho de pemba não tem querer
Tia Maria da Bahia
Ê Tia Maria, preta velha da Bahia> Refrão
Segura a barra da saia
Dança na ponta do pé
Quando pega no rosário
Traça Umbanda e Candomblé,
Tia Maria
Refrão
Rezadeira de quebranto
Mal olhado e desencanto
Feiticeira, curandeira
Dobradora de Junqueira, Tia Maria
Refrão
Ninguém segura seu ponto
Sua pemba e muita fé
E quem quiser falar com ela
Ganha figa de guiné, Tia Maria
Refrão
Tia Maria de Mina
Quem é a preta velha sentada no toco
Meu Senhor das Almas, me diga quem é?
É Tia Maria de Mina, meu filho
Trabalhando com fé
Trouxe arruda e guiné
Mãe Maria de Mina
Mãe Maria de Mina vem de Aruanda
Pra salvar seus filhos
Pra vencer demanda
Oh preta velha você não me engana
Amarra a saia com palha de cana
E o cigarro que ela fuma
É de palha de Aruanda
Vovó Benedita
Benedita você tem um congá
Que é uma beleza
Um terreiro enfeitado
Muitos doces sobre a mesa
Outro:
Figa cruzada, e bem trabalhada
Veio da Bahia
Vovó Benedita chegou com sua magia
No seu patuá do Senhor do Bonfim
Ela acredita
Saia engomada e bata rendada
Veste Benedita
Figa cruzada, corpo fechado
É com Benedita
Seus búzios jogados em pano amassado
Ela confia
Curimba marcada em ponto riscado
É sua gira>bis
No seu patuá do Senhor do Bonfim
Ela acredita
Curimba marcada em ponto riscado
É sua gira>bis
Vovó Zulmira
Letra e música: Luciano Miranda
Lá vem Vovó Zulmira>
Ela vem trabalhar> bis
Vem tirar toda mandinga>
E seus filhos iluminar> bis
Preta Velha trabalha na Umbanda
Preta Velha combate demanda
Saravá Vovó Zulmira que chegou neste conga>bis
Aruê, aruê, aruê, aruê aruê aruá
Saravá vovó Zulmira que chegou pra trabalhar>bis
Linha das Pretas-Velhas
Vovó tem sete saias
Na última saia tem mironga
Vovó veio de Angola
Pra salvar filhos de Umbanda
Com seu patuá, figa de guiné
Vovó veio de Angola
Pra salvar filhos de fé
Oh preta velha
Você não me engana
Amarra a saia
Com palha de cana
E o cigarro que ela fuma>
É de palha de Aruanda> bis
Tudo que peço à vovó ela faz
Também o que peço a vovô ele faz
O que quero mais
O que quero mais
Letra e música: entidade Pai Maneco
Flor de Laranja Vovó pegou
Trouxe pro terreiro cuscuz e marafo
Cuscuz e marafo ela entregou
Na encruzilhada ela saravou
Saravou, Saravou...
Vovó viveu
No tempo da escravidão
Corria o milharal
Com a enxada na mão
Benzia, fazia mironga
Ajudava seus irmãos
E um dia lá no céu
Jesus lhe deu a redenção
A nega mandou fazer macumba
Pra me tirar da favela
O meu santo é muito forte
E quem vai sair é ela>bis
O meu santo é muito forte
E quem vai sair é ela
Ai vem, vem, vem
As vovós de Aruanda
Elas vem goivando>
Na lei de Umbanda>bis
Navio negreiro no meio do mar > bis
Correntes pesadas na areia a arrastar
E a negra escrava tristonha a chorar
Saravá nossa Mãe Iemanjá
Saravá nosso Pai Oxalá
Ponto de Subida das Pretas-Velhas
Preta-Velha vai ao ló
Mas não deixa os filhos só>bis
Ela vai pra Aruanda
Junto com Zambi menor>bis
Outro:
A sineta do céu bateu>
Oxalá já diz>
É hora>bis
Eu vou, eu vou, eu vou>
Fiquem com Deus e>
Com Nossa Senhora>bis
Outro:
E vai Preta-Velha
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com véu
Outro:
A estrela brilha no céu
Clareia a Umbanda
Está na hora, o galo cantou
Adeus meus filhos
Preta-Velha vai embora
Fiquem com Deus
E Nossa Senhora
Louvação aos Pretos-Velhos
Olelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Eu vou plantar neste quintal pé de pinheiro>
Para mostrar como se quebra macumbeiro>bis
Olelê meu Deus do céu que alegria
O Preto Velho não carrega soberbia
Meu Deus do céu isto aqui eu preferia
A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia
Galo penacho bota macho na campana>
Neste terreiro galo velho não apanha> bis
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho que veio da Costa
Que veio do Congo, Luanda e Guiné
Preto Velho de Nossa Senhora
Vem no terreiro olhar filhos de fé
Chora meu cativeiro>
Meu Cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho que gira na de Angola
Que gira no de Gejo, Bantú e Nagô
Preto Velho de Nossa Senhora
Filho de Zambi, ele é meu protetor
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Preto Velho aqui na terra trabalhou
Tanto trabalhou, até que um dia lá na aruanda
Nossa Senhora o abençoou
Chora meu cativeiro>
Meu cativeiro, meu cativerá>
Ora, chora> bis
Pontos Individuais de Pretos-Velhos
Pai Maneco
Ele é preto velho
Preto sim senhor
Ele é o Pai Maneco, meu filho
Nego rezador
Ele tem chicote
Não pra revidar
Ele aponta uma estrela, meu filho
No reino de Iemanjá
Saudação ao Pai Maneco
Pai Maneco senta no toco
Faz o sinal da cruz
Pede proteção a Zambi
Para os filhos de Jesus
Cada conta do seu rosário
É um filho que aí está
Se não fosse o Pai Maneco
Eu não sabia caminhar
Pai Maneco Feiticeiro
Letra: entidade Pai Maneco
Música: João Costa e Ivo
Maneco chama feitiço>
Quem faz feitiço é feiticeiro>bis
De Aruanda vem ordem do Velho>
Quem manda é o velho faceiro>bis
Feiticeiro pega o patuá
Mandinga e suas ervas
E no Terreiro vem dançar>bis
Bate o pé, levanta a poeira>
E queima coisa ruim>bis
Salve o feitiço do Velho Feiticeiro>bis
Pai Luiz de Xangô
Letra e música:
Gustavo Guimarães
Kaô, Kaô, Xangô
Kaô, Kaô, Xangô me chamou> bis
Olha o nego arriou no terreiro, kaô
Kaô Cabecile, ele é meu protetor
Kaô, kaô, Xangô >
Kaô, kaô, Xangô me chamou> bis
Salve a linha de Quenguelê
Pai Luiz de Aruanda
Ele vem me valer
Pai José
Pai Mané, cadê Pai José
Foi no mato colher guiné
Quando ele voltar
Diga para vir me ver
Outro:
Ele vive no meio das flores
Beijando a lua
No fundo do mar
Oh meu Pai, que é Pai José
Que veio da Angola, d'Angolá
Oi que vem saravá
Salve Deus
E os caboclos da Aruanda
Pai José chegou
No terreiro de Umbanda
Mestre Cipriano
Letra e música adaptação:
Pai André e Bitty
Mestre Cipriano vai chegar agora>
No navio negreiro >
Com os escravos de Angola> bis
Veio com bantus, congos e guinés
Trazer à Umbanda a capoeira
A quem tem fé
Pai Joaquim de Angola
E na aroeira de São Benedito
Santo Antônio mandou me chamar>bis
Pai Joaquim, ê ê
Pai Joaquim, ê a
Pai Joaquim veio de Angola
Pai Joaquim veio de Angola, Angolá
Tio Tonho de Angola
Meu Senhor da casa grande
Não me bata por favor
Não me amarre no seu toco
Me conceda seu perdão
Trago minha força armada
Luz, amor e gratidão
Sou Tio Tonho de Angola
Que chegou neste congá
Sou Tio Tonho de Angola
Que chegou pra trabalhar
Pai Bernardo
Com sua pemba, com seu apito>
Pai Bernardo vem> bis
Ele vem do Congo vem, vem
Vem de mujongo, vem, vem
Ele vem tirar
Toda mandinga que o filho tem
Pai Bernardo vem
Pai Congo
Pisa na linha de Congo>
Meu Filho, filho meu >
Pisa na linha de Congo devagar >
Filho Meu>bis
Pisa na linha de Congo destemido
Filho meu
Pai Congo trabalha na Umbanda
Para lhe ajudar
Olha o Congo a girar
Pai Guiné
É o vento que balança a folha
Guiné
É o vento que balança a folha
É, é, é Pai Guiné
É o vento que balança a folha
Pai Serafim
Pai Serafim vem do meio das flores
Olhando o céu, beirando o mar
Ele é preto velho de Umbanda>
Que vem de Aruanda>
Para nos salvar>bis
Pai João de Angola
Na Angola tem um velho
Que caminha devagar
Chama Pai João
Vamos saravar
Pai Joaquim de Xangô
Xangô chamou
Pai Joaquim lá na Pedreira
Veio de longe Pai Joaquim
Trabalhar na cachoeira
Xangô chamou
Pai Joaquim lá na pedreira
Pai Joaquim chama seus filhos
Pra benzer na cachoeira
Outro:
Xangô está no alto da pedreira>
E Pai Joaquim, guarda a cachoeira>bis
Águas limpas, cristalinas>
Correm pro rio>
Onde Oxalá se batizou>bis
Preto Velho Pai Joaquim
É filho de Xangô
É guardião da cachoeira
E do rio que Oxalá se batizou
Águas limpas, cristalinas
Correm pro rio
Onde Oxalá se batizou
Na pedreira, junto da cachoeira>
Preto velho abençoou>bis
Pai Ambrósio
Chegou Pai Ambrósio, chegou
Pra salvar os filhos de fé
Na Umbanda só se vence com amor
E ele vem, na linha do Senhor
E ele vem, em nome do Senhor
Tio Antônio
Pedi licença a mamãe Oxum
Pedi licença a Pai Oxalá
Pedi licença ao Senhor do Bonfim
Pra Tio Antônio vir trabalhar
Quem vem lá é de paz
Quem vai chegar no congá
É um baiano formoso
É Tio Antônio que vem trabalhar
Pai Tomás
Oh Pai Tomás, Oh Pai Tomás
Vem no terreiro, vem trabalhar
Filho de Zambi ,ele é filho de Oxalá
Oh Pai Tomás ,Oh Pai Tomas
Vem no terreiro, vem trabalhar
Sua falange, com licença de Oxalá
Pai Benedito de Angola
Pai Benedito veio de Angola
Pai Benedito veio de lá
Firma a cabeça pra Pai Benedito
Vir trabalhar neste congá
Pai Francisco
Letra e música: Pai Francisco
Hoje é dia de gira de preto
Pai Francisco vamos chamar
Hoje é dia de gira de preto
Pai Francisco vai chegar
Pai Francisco é de Congo
Ele é filho de Iemanjá
Ele vem nesse terreiro
Ensinar filho a rezar
Pai André
Letra: Folclore
Arranjo e música: Bitty
Com flores brancas
Minhas almas vou louvar
Com seu perfume também
Vou me perfumar
Mamãe Oxum ilumina
A minha fé
Vem de aruanda
Vem chegando Pai André>bis
“Pai André é de Guiné”
Pai Tibúrcio
Letra: Lorena Bittencourt
Música: João Costa
Preto-velho Pai Tibúrcio>
Nos ajuda a caminhar>
Nesta estrada tão longa>
Ele vem nos ensinar>bis
Que nosso Pai Oxalá
Traga amor e caridade
Às crianças de esperança
Ao senhor a eternidade
Pai Benedito
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro > bis
É Pai Benedito, ele é mirongueiro> bis
Pai Joaquim da Costa
Saravá, saravá, saravá
Chega pra lá mandingueiro
Pai Joaquim nasceu lá na costa
Lá na costa ele foi batizado
Pai Joaquim quando risca seu ponto
Desmancha feitiço malvado
Saravá, saravá, saravá
Chega pra lá mandingueiro
Pai Joaquim veio lá da costa
Já chegou no nosso terreiro
Ele vem pra nos afastar
Da mira do feiticeiro
Pai José da Praia
Pai José da Praia vem>
Vem aqui nos ajudar>bis
Pai José da Praia vem>
Vem aqui neste congá>bis
Ele vem nos ensinar
As palavras de Iemanjá
Rei Congo
Congo, rei Congo
Congo chegou
Congo é maravilha
No terreiro trabalhou
Outro:
Um lindo sol apareceu
E preto velho já está trabalhando
Navegando, remando
Trabalhando e pescando>bis
Filho de Congo
Filho do Velho
Não reme contra a maré
Siga em frente
Com muita fé
Navegando, remando
E vento soprando>bis
Pai Tomé
Mãe Maria, cadê Pai Tomé
Foi pro mato buscar guiné
Quando ele voltar
Peça pra ele me benzer
Pai Malaquias
Ele veio lá de Aruanda
Com a luz da estrela guia
Saudar filhos de Umbanda
Ele é Pai Malaquias
Nas suas mãos raios de luz
No coração traz a sua guia
A Oxalá pede pra abençoar
O preto velho Pai Malaquias
Com arruda e guiné>
Reza os filhos que tem fé>
Preto velho veio trabalhar>
E este congá abençoar>bis
Pai Lourenço de Guiné
Preto velho vem
Com a folha verde na mão
Vem benzendo os seus filhos
Saravando seus irmãos
Pai Lourenço é preto velho
Vem trazendo o seu Axé
Vem benzendo os seus filhos
Com a folha de guiné
Pai Tião
Nasce o sol bem de mansinho
E Pai Tião está a apreciar
Caminhando a beira do mar
Veio saudar Iemanjá
Quem é do Congo>
Congo aruê>
Firma na areia>
Que eu quero ver>bis
Preto-velho veio trabalhar
E na praia gosta de morar
Vive aqui no seu cantinho
Com seu barco pra pescar
Quem é do Congo>
Congo aruê>
Firma na areia >
Que eu quero ver>bis
Pai Tião gosta do mar
E aqui vem meditar
Sua grande devoção
É a Senhora da Conceição
Quem é do Congo...>bis
Pai Miguel
Lá em Angola tem um velho
Que caminha devagar
Ele é Pai Miguel de Angola
Vem na banda trabalhar
Pai Josias
Oi salve Deus
Salve os pretos de Aruanda
Pai Josias chegou
No terreiro de Umbanda
Pai Jeremias
Canoeiro, canoeiro
O que traz nessa canoa
Trago pemba, trago guia
Jeremias vem na proa
Canoeiro, canoeiro
O que traz nessa canoa
Trago pemba, trago guia
E o rosário de Maria
Linha de Pretos-Velhos
Que preto é esse, oh Cambinda
Que chegou agora, oh Cambinda
É o Pai (...dar o nome), oh Cambinda
Que veio de Angola.
Firma ponto minha gente
Preto velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá o Preto Velho
Saravá, saravá, saravá,
Ele chegou no terreiro
Ele vem nos ajudar
Preto Velho tá quebrado>
De tanto trabalhar>
Preto Velho tá cansado>
De tanto curimbar> bis
Firma ponto, risca pemba>
Que é longa a caminhada>
Quem tem fé, tem tudo>
Quem não tem fé, não tem nada> bis
Meu pito tá apagado>
Minha marafa acabou>
Vou trabalhar pra suncê>
Porque sou trabalhadô> bis
Eu vou trabalhar>
Suncê vai ganhar>
Muito bongo, meu filho>
E depois vem me pagar> bis
Deixei meu cachimbo no toco
Mandei o moleque buscar
Na hora da derrubada
Meu cachimbo ficou lá
Zum, zum, bateu na porta
Saravá vou ver quem é
É o povo da aruanda
É a falange de Guiné
Arriou na linha de Congo
É Congo, é Congo aruê
Arriou na linha de Congo,
Agora que quero ver.
Congo, Rei Congo
Congo chegou
Congo é maravilha
No terreiro saravou
Preto velho senta no toco
Faz o sinal da cruz
Pede proteção a Zambi
Para os filhos de Jesus
Cada conta do seu rosário
É um filho que ai está
Se não fosse o Preto Velho
Eu não sabia caminhar
Quenguelê, Quenguelê, Xangô>
Ele é filho da cobra coral >bis
Olha o preto está trabalhando
E o branco não está, está olhando...
Chora meu cativeiro, meu cativeiro>
Meu cativerá> bis
No tempo da escravidão
Preto Velho sempre trabalhou
Sentado na sua senzala
Batia tambor, saravá pai Xangô
Bate tambor lá na Angola>
Bate tambor> 3 x bis
Pai Maneco bate tambor
Pai José bate tambor
Pai Joaquim bate tambor
Bate tambor lá na Angola
Bate tambor> bis
E esse nego que veio de aruanda
No terreiro de Umbanda
Ele vem pra trabalhar
E olha o passo na gira que o nego dá
E olha o jeito desse nego trabalhar
E olha o passo na gira que o nego dá
E esse nego já foi dono de congá
Lá nas matas tem as folhas da Jurema > bis
A lua lá no céu surgiu
E clareou os caminhos de Umbanda
Aqui na terra filho de pemba>
É guerreiro>
Preto Velho surgiu>
Como é linda a sua banda>bis
A estrela lá no céu brilhou
E clareou os caminhos de Umbanda
E lá na terra filho de pemba pediu>
Preto Velho ouviu>
Com é linda a nossa Umbanda>bis
Ai meu tempo faz tanto tempo
Meu tempo que não volta mais
Quando negros de Aruanda>
Cantavam todos iguais>bis
Nós somos feitos da castanha da aruanda
Da proteção de Iemanjá
Aruanda eh eh eh>
Aruanda ah ah ah>bis
Preto Velho ficava sentado
No batique do velho portão
Preto Velho com sua viola>
Preto Velho com seu violão>bis
Na festa da Conceição
Todo mundo pedia implorava
O menino pegava a viola>
Preto Velho então cantarolava>bis
Aruanda eh eh eh >
Aruanda ah ah ah>bis
Letra e música:
entidade Tio Antônio
Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa o corpo mole>bis
É mironga de Terreiro
Preto Velho vai tirar
Vai fazer reza bem forte
Pra mandinga afastar
Preto Velho que coisa é essa>
Que me deixa com o corpo mole>bis
Parece que é coisa feita
Preto Velho vai tirar
Mas não fique assustado
Deste mal vou lhe livrar
E depois você vai embora
Vai pra casa descansar
E depois que passar o tempo
Volte aqui me visitar
Eu cheguei no terreiro
Risquei o meu ponto
Quem é o primeiro?
Eu cheguei no terreiro
Risquei minha pemba
Quem é o primeiro?
O primeiro é aquele
Que está lá no canto
Com cara de pranto
Qué falar com o homem > bis
Venha cá mizi fio
Jogaram feitiço em suncê
Agora vá lá na encruza
Acenda uma vela com fita amarela
Farofa e dendê, que eu vai te proteger
Que eu vai te proteger
Eu vai te proteger, mas peça maleime
Meu filho de fé
Confia em mim, eu sou Embaé > bis
Tira o cipó do caminho
Oh criança
Deixa Vovô atravessar
É Preto Velho
Que vem de aruanda
Para trabalhar
Quem é aquele velhinho
Que vem no caminho
Andando devagar
Com seu cachimbo na boca
Pitando a fumaça e jogando pro ar
Ele é do cativeiro
Ele é Preto Velho
Ele é mirongueiro
O Preto Velho
No tempo do cativeiro
Trabalhava o dia inteiro
Na senzala a matuscar
Uma maneira de domingo
Ir no terreiro
Com arruda e guiné
Saravá seu Orixá
Hoje o preto
Quando desce no terreiro
Vem saravando os seus filhos
Com licença de Oxalá
Vem ensinando humildade e caridade
E a todos que tem fé
Um jeito de se salvar
Ajuda eu Preto velho
Ajuda eu a rezar
Ajuda eu atabaque
Ajuda eu a girar
Na fazenda de Santa Rita
Nego duro de se acordar
Não trabalha porque não quer
Tem cavalo pra arriar
Não vou plantar café de meia
Eu vou plantar canavial
Café de meia não dá lucro Sinhá dona
Canavial, marafo dá
Amarra o boi, Preto Velho >
Na porteira do congá > bis
É preto, é preto, oi Cambinda
Na terra de preto, oi Cambinda
Eu também sou preto, oi Cambinda
Na terra de preto, oi Cambinda
Preto Velho quando vem da Aruanda
Vem com Deus e a Virgem Maria
Saravá o povo de Aruanda >
Saravá o povo da Bahia > bis
Tizorere,orere, orara>bis
Os Pretos Velhos
Quando vem pra trabalhar
Vem trazendo a sua gente
Para todo mal levar
Ago, ago, vem saravar
Filhos de Umbanda
Ago, ago vem saravar
Neste congá
Saravá eles
Como chefes de terreiro
Saravá eles
Com todos seus companheiros
Ô meu São Benedito>
Na coroa de Zambi tem congá > bis
Seu carreteiro toca o carro devagar
Que senão o carro vira
E o carreteiro passa mal
Sou Preto Velho e não gosto de lambança >
Curo moço, curo velho >
E também curo criança > bis
Eiê, eiê, eiê, eiê, eiê
Oi, eiê, eiê, eiê, eiá>
O jongo é bom de lascar>
no terreiro de dona Sinhá> bis
Preto Velho baixa na terra
Faz coisas de admirar
Planta um pé de banana
Na mesma hora ela dá
O tronco solta o cacho
Se vê amadurecer
Preto Velho tira a banana
E dá pra todos comer
Isto que quero ver>
Pai de Santo que saiba fazer> bis
Oiê, Senhor Macuta
Oiê Senhor Macutá
Ele vem de Angola
Senhor Macutá
Chegou agora, Senhor Macutá
Com a mão na pemba
Alcançou vitória,
Senhor Macutá.
É preto, é preto
É do meu congá
É preto, é preto
Ora vamos saravá
Kió viva a Angola
Viva a Angola é>bis
Preto Velho está na Angola
Oi viva a Angola é
Pai Maneco está na Angola
Oi viva a Angola é
Kió viva a Angola>
Viva a Angola é>bis
Pai Joaquim está na Angola
Oi viva a Angola é
Pai João está na Angola
Oi viva a Angola é
Kió viva a Angola>
Viva a Angola é>bis
Ainda bem que era dia
Papai mandou chamar
Firma a cabeça meus filhos
Que tem preto pra chegar
Letra: entidade
Pai Luiz de Xangô
Música: João Costa
Corisco o céu rasgou
O chão do terreiro brilhou
Com a sua cruz e o seu machado
O Preto Velho
Sua presença marcou
Xangô, Deus do céu
No Preto
Sua voz ecoou
Xangô, Justiceiro e humilde
Sua falange ilumine
São Benedito
Tem pena dele Benedito
Tenha dó
Ele é filho de Zambi
Ô São Benedito, tenha dó>bis 3 vezes
Tem pena dele Nanã
Tenha dó
Ele é filho de Zambi
Ô Nanã
Tenha dó
Ponto de Subida
dos Pretos-Velhos
Preto Velho vai ao ló
Mas não deixa os filhos só>bis
Ele vai pra Aruanda
Junto com Zambi menor>bis
Outro:
A sineta do céu bateu>
Oxalá já diz>
É hora>bis
Eu vou, eu vou, eu vou>
Fiquem com Deus e>
Com Nossa Senhora>bis
Outro:
E vai Preto Velho
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com véu
Outro:
A estrela brilha no céu
Clareia a Umbanda
Está na hora, o galo cantou
Adeus meus filhos
Preto Velho vai embora
Fiquem com Deus
E Nossa Senhora
Ponto de Subida
do Pai Maneco
Letra e música:
entidade Tio Antônio
O galo vai cantar
Quando chegar a hora
Pai Maneco pra aruanda
Vai de volta na aurora
Ele vai deixar
Muito amor, muita alegria
Vai pra junto de Iemanjá
E da Virgem Maria
Pretas-Velhas
Pontos Individuais
das Pretas-Velhas
Vovó Maria Redonda
Quem vem lá
Quem combate demanda
Ela é filha de Congo
É Maria Redonda
O Milagre da cura
Dona Maria Redonda
e Reinaldinho
Dona Maria Redonda
Pediu para eu cantar
Um chamado de Cura
Para que o povo aprenda
Nem que não entenda
Mais fique a chamar
Pelo milagre da Cura
Da ajuda mais pura
Que vem da Corrente
Olhe de frente
Veja com Fé
Deixe vazar a maré
Preto-Velho só vem para curar
Preto-Velho só quer ajudar
Pelo Amor verdadeiro que tem
A essência da luz e do bem.
Vovó Sabina
Letra e música: entidade Vovó Sabina
Vovó Sabina nega lavadeira >
Lava roupa de sinhá > bis
Lava roupa de sinhá
Mas sua mãe é Iemanjá
Vovó Chica
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Gira, gira, girou
Perto da Chica estou
Vovó Chica é parteira e rezadeira
Com tanta luz, também é curandeira
De mãos postas com devoção
Chica reza com o coração
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Perto da Chica estou
Seu tercinho branco está abençoado
Junto do seu peito está guardado
Cristo deu-lhe força e a luz
E, com humildade, agradece a Jesus
Gira, gira, girou
Vovó Chica chegou
Gira, gira, girou
Perto da Chica estou
Outro:
Acabou meu cigarro de palha>
Vó Chica é quem foi buscar>bis
Rasgou a barra da saia>
Pra fazer meu patuá>bis
Demanda com ponto de fogo>
Vó Chica sabe desmanchar>bis
Sua Umbanda é pro bem >
E todo o mal vai levar>bis
Vovó Maria Chica
Preta Velha que vem no terreiro saravá
Preta Velha que vem no terreiro trabalhar
Ela é Maria Chica de aruanda
Ela vem neste terreiro saravá
Ela é Maria Chica de aruanda
Ela vem neste terreiro trabalhar
Vovó Catarina
Vovó Catarina ê, ê
Vovó Catarina ê, á
Vovó Catarina vem de Angola
Vovó Catarina ê, á
Outro:
Vovó Catarina que tem poder>
Tem na Umbanda muito haver > bis
Ela vem da aruanda
Com a fé de Oxalá
Traz arruda e guiné
Pra rezar filhos de fé
Vovó Maria Conga
Abre este terreiro
Abre este congá
Chegou Maria Conga
Que vem trabalhar
Saravá Umbanda
Saravá Quimbanda
Saravá quem manda
Saravá você
Mãe Maria da Praia
Ai vem Mãe Maria
Que vem do lado de lá
Vem pedindo licença a Oxalá
E a grande Sereia do Mar
Ai vem Mãe Maria
Que vem neste congá
Abençoar os filhos de fé
E todo mal levar
Vovó Maria de Angola
Letra: Cláudio Bittencourt
Saravá Maria de Angola
Preta Velha guerreira
Saravá Maria de Angola
Nega benzedeira
Vovó Maria no terreiro
Faz mandinga com arruda e patuá
Dá a sua proteção
E vem seus filhos ajudar
Outro:
Vestida de branco está Maria de Angola
Veio trabalhar no congá de Oxalá
Perfuma com arruda e guiné
E no terreiro firma a sua fé
Ela reza pra Jesus, Maria e José
Que firme este terreiro
E não deixe cair filho de fé
É de Angola>
Só veste branco>
Vovó Maria>
No congá firma seu ponto>bis
Vovó Maria das Dores
Letra e música: Ivo
Vózinha Maria das Dores >
Acende seu pito na banda de cá > bis
Pegou um pouco d'água >
Misturou com erva >
E fez um remédio >
Pros filhos curar > bis
Mãe Jacira
Letra e música: Bitty
Ela vem do mar
Ela vem da areia
Ela é Preta Velha
De mamãe Sereia
Ela é lavadeira
Ela de Sinhá
Ela é a Mãe Jacira
Preta de Iemanjá
Maria Sacambinda
Maria Sacambinda
Lavadeira de sinhá
Lavou roupa de Congo
Não é dela, é de Iemanjá
Vovó Maria da Bahia
Vovó Maria, ela veio da Bahia
Ela vem pra trabalhar
Tem licença de Pai Oxalá
Vovó Maria, ela veio da Bahia
Vem trazendo a sua pemba, sua guia
E o rosário da Virgem Maria
Vovó Maria
Vovó Maria>
Ela vem da Bahia> bis
Ela vem pra trabalhar
Com licença do Pai Oxalá
Vem trazendo sua pemba, a sua guia
Seu rosário da Virgem Maria
Vovó Cambinda
Cambinda mamanhê
Cambinda mamanha
Segura Cambinda
Que eu quero ver
Filho de pemba não tem querer
Tia Maria da Bahia
Ê Tia Maria, preta velha da Bahia> Refrão
Segura a barra da saia
Dança na ponta do pé
Quando pega no rosário
Traça Umbanda e Candomblé,
Tia Maria
Refrão
Rezadeira de quebranto
Mal olhado e desencanto
Feiticeira, curandeira
Dobradora de Junqueira, Tia Maria
Refrão
Ninguém segura seu ponto
Sua pemba e muita fé
E quem quiser falar com ela
Ganha figa de guiné, Tia Maria
Refrão
Tia Maria de Mina
Quem é a preta velha sentada no toco
Meu Senhor das Almas, me diga quem é?
É Tia Maria de Mina, meu filho
Trabalhando com fé
Trouxe arruda e guiné
Mãe Maria de Mina
Mãe Maria de Mina vem de Aruanda
Pra salvar seus filhos
Pra vencer demanda
Oh preta velha você não me engana
Amarra a saia com palha de cana
E o cigarro que ela fuma
É de palha de Aruanda
Vovó Benedita
Benedita você tem um congá
Que é uma beleza
Um terreiro enfeitado
Muitos doces sobre a mesa
Outro:
Figa cruzada, e bem trabalhada
Veio da Bahia
Vovó Benedita chegou com sua magia
No seu patuá do Senhor do Bonfim
Ela acredita
Saia engomada e bata rendada
Veste Benedita
Figa cruzada, corpo fechado
É com Benedita
Seus búzios jogados em pano amassado
Ela confia
Curimba marcada em ponto riscado
É sua gira>bis
No seu patuá do Senhor do Bonfim
Ela acredita
Curimba marcada em ponto riscado
É sua gira>bis
Vovó Zulmira
Letra e música: Luciano Miranda
Lá vem Vovó Zulmira>
Ela vem trabalhar> bis
Vem tirar toda mandinga>
E seus filhos iluminar> bis
Preta Velha trabalha na Umbanda
Preta Velha combate demanda
Saravá Vovó Zulmira que chegou neste conga>bis
Aruê, aruê, aruê, aruê aruê aruá
Saravá vovó Zulmira que chegou pra trabalhar>bis
Linha das Pretas-Velhas
Vovó tem sete saias
Na última saia tem mironga
Vovó veio de Angola
Pra salvar filhos de Umbanda
Com seu patuá, figa de guiné
Vovó veio de Angola
Pra salvar filhos de fé
Oh preta velha
Você não me engana
Amarra a saia
Com palha de cana
E o cigarro que ela fuma>
É de palha de Aruanda> bis
Tudo que peço à vovó ela faz
Também o que peço a vovô ele faz
O que quero mais
O que quero mais
Letra e música: entidade Pai Maneco
Flor de Laranja Vovó pegou
Trouxe pro terreiro cuscuz e marafo
Cuscuz e marafo ela entregou
Na encruzilhada ela saravou
Saravou, Saravou...
Vovó viveu
No tempo da escravidão
Corria o milharal
Com a enxada na mão
Benzia, fazia mironga
Ajudava seus irmãos
E um dia lá no céu
Jesus lhe deu a redenção
A nega mandou fazer macumba
Pra me tirar da favela
O meu santo é muito forte
E quem vai sair é ela>bis
O meu santo é muito forte
E quem vai sair é ela
Ai vem, vem, vem
As vovós de Aruanda
Elas vem goivando>
Na lei de Umbanda>bis
Navio negreiro no meio do mar > bis
Correntes pesadas na areia a arrastar
E a negra escrava tristonha a chorar
Saravá nossa Mãe Iemanjá
Saravá nosso Pai Oxalá
Ponto de Subida das Pretas-Velhas
Preta-Velha vai ao ló
Mas não deixa os filhos só>bis
Ela vai pra Aruanda
Junto com Zambi menor>bis
Outro:
A sineta do céu bateu>
Oxalá já diz>
É hora>bis
Eu vou, eu vou, eu vou>
Fiquem com Deus e>
Com Nossa Senhora>bis
Outro:
E vai Preta-Velha
Subindo pro céu
E Nossa Senhora
Cobrindo com véu
Outro:
A estrela brilha no céu
Clareia a Umbanda
Está na hora, o galo cantou
Adeus meus filhos
Preta-Velha vai embora
Fiquem com Deus
E Nossa Senhora
Postado por Tukka Bianchi às 17:30 0 comentários
Marcadores: PONTOS DE PRETO-VELHO
Pontos de Crianças
Criançerê
Letra: Retamozzo
Música:Helinho Sant’Ana
Criança-erê Criancerê
Pra receber uma graça
Eu vou fazer numa praça
Uma homenagem à você
Ê-erê
Oque mais quer erê?
Erê quer o que?
Quero mais bala
Vamos jogar bola
Acende uma vela
Me leva pra escola
E nunca na vida me deixe sozinho
Nunca na vida me deixe sozinho
Queremos comida e muito carinho
Brinquedo e bebida
Pra alegrar o nosso ninho
E nunca na vida nos deixem sozinhos
Nunca na vida nos deixem sozinhos
Nunca na vida nos deixe Painho
Ê-erê
Fui no jardim
Colher as rosas
E a vovózinha
Deu-me as rosas mais formosas
Cosme e Damião, oh Doum
Crispim Crispiniano
São os filhos de Ogum
Papai me mande um balão >
Com todas as crianças>
Que tem lá no céu > bis
Tem doce, meu pai >
Tem doce, meu pai >
Tem doce, no meu jardim > bis
Lá no céu tem três estrelinhas
Todas três em carreirinha
São Cosme, São Damião
A outra é Mariazinha
São Cosme, São Damião
Sua santa casa cheira
Cheira cravo e rosa
Cheira flor de laranjeira
Eu vi Doum na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi Cosme na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi Damião na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi as crianças na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Cosme e Damião
Damião cadê Doum
Doum tá passeando
No cavalo de Ogum
Dois, dois
Sereia do mar
Dois, dois
Minha mãe Iemanjá
São Cosme, São Damião
Sua Santa já chegou
Veio do fundo do mar
Que Santa Bárbara mandou
Dois, dois as Sereias do Mar
Dois, dois minha Mãe Iemanjá
Os anjos lá no céu cantavam
Estrela D’Alva clareou
Saravá Cosme e Damião
Nesse terreiro Oxalá lhe abençoou
Cosme e Damião
Letra e música: Helinho Sant’Ana
Cosme e Damião
É uma dupla em ação
Sempre trabalhando
Para o bem da criação
Cosme e Damião
É uma dupla em ação
Sempre preparados
Para uma boa ação
Sempre estão sorrindo>
Sempre estão cantando>
Sempre estão levando>
Amor a todos corações>bis
Ele é pequenininho
Mora no fundo do mar
Sua madrinha é Sereia
Seu padrinho é Beira Mar
No fundo do mar tem areia>bis
Seu padrinho é Beira Mar
Sua madrinha é Sereia
Tenho um coração
Com um buraquinho
Que não pode se curar
Ele está morrendo aos pouquinhos
Mas com muito Amor
Ele vai sarar...
Sara, sara coração com sonhos
Sara, sara coração com sonhos.
Letra e música: Ivo
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
O que é que você quer?
Quero vela azul pros homens
E cor de rosa pras mulher
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
Você quer vela, pra quê?
Pra corimbar o terreiro
E a todos proteger
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
E vais corimbar pra quê?
Pra poder levar mironga
Que deixaram em você
Ponto de Subida
das Crianças
Andorinha que voa, voa>
Andorinha>
Leva as crianças pro céu>bis
Vai, vai, vai andorinha>
Leva as crianças pro céu>bis
Criançerê
Letra: Retamozzo
Música:Helinho Sant’Ana
Criança-erê Criancerê
Pra receber uma graça
Eu vou fazer numa praça
Uma homenagem à você
Ê-erê
Oque mais quer erê?
Erê quer o que?
Quero mais bala
Vamos jogar bola
Acende uma vela
Me leva pra escola
E nunca na vida me deixe sozinho
Nunca na vida me deixe sozinho
Queremos comida e muito carinho
Brinquedo e bebida
Pra alegrar o nosso ninho
E nunca na vida nos deixem sozinhos
Nunca na vida nos deixem sozinhos
Nunca na vida nos deixe Painho
Ê-erê
Fui no jardim
Colher as rosas
E a vovózinha
Deu-me as rosas mais formosas
Cosme e Damião, oh Doum
Crispim Crispiniano
São os filhos de Ogum
Papai me mande um balão >
Com todas as crianças>
Que tem lá no céu > bis
Tem doce, meu pai >
Tem doce, meu pai >
Tem doce, no meu jardim > bis
Lá no céu tem três estrelinhas
Todas três em carreirinha
São Cosme, São Damião
A outra é Mariazinha
São Cosme, São Damião
Sua santa casa cheira
Cheira cravo e rosa
Cheira flor de laranjeira
Eu vi Doum na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi Cosme na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi Damião na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Eu vi as crianças na beira d’água
Comendo arroz bebendo água
Cosme e Damião
Damião cadê Doum
Doum tá passeando
No cavalo de Ogum
Dois, dois
Sereia do mar
Dois, dois
Minha mãe Iemanjá
São Cosme, São Damião
Sua Santa já chegou
Veio do fundo do mar
Que Santa Bárbara mandou
Dois, dois as Sereias do Mar
Dois, dois minha Mãe Iemanjá
Os anjos lá no céu cantavam
Estrela D’Alva clareou
Saravá Cosme e Damião
Nesse terreiro Oxalá lhe abençoou
Cosme e Damião
Letra e música: Helinho Sant’Ana
Cosme e Damião
É uma dupla em ação
Sempre trabalhando
Para o bem da criação
Cosme e Damião
É uma dupla em ação
Sempre preparados
Para uma boa ação
Sempre estão sorrindo>
Sempre estão cantando>
Sempre estão levando>
Amor a todos corações>bis
Ele é pequenininho
Mora no fundo do mar
Sua madrinha é Sereia
Seu padrinho é Beira Mar
No fundo do mar tem areia>bis
Seu padrinho é Beira Mar
Sua madrinha é Sereia
Tenho um coração
Com um buraquinho
Que não pode se curar
Ele está morrendo aos pouquinhos
Mas com muito Amor
Ele vai sarar...
Sara, sara coração com sonhos
Sara, sara coração com sonhos.
Letra e música: Ivo
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
O que é que você quer?
Quero vela azul pros homens
E cor de rosa pras mulher
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
Você quer vela, pra quê?
Pra corimbar o terreiro
E a todos proteger
Ere-rê, ere-á
Erezim vem trabalhar
Vem brincando de Aruanda
Para nos abençoar
Diz aí erezim
E vais corimbar pra quê?
Pra poder levar mironga
Que deixaram em você
Ponto de Subida
das Crianças
Andorinha que voa, voa>
Andorinha>
Leva as crianças pro céu>bis
Vai, vai, vai andorinha>
Leva as crianças pro céu>bis
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