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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SARAVÁ A TODOS!

Bom estava agora pouco num site de perguntas e respostas sobre religião e espiritualidade,e recebi uma pergunta feita por um amigo meu da categoria,o Rafael Bauer,decidi postar aqui,pois achei o texto incrívelmente esclarecedor,dêem uma olhada:

Pergunta


Você sabia que a palavra reencarnação é BIBLICA?

Tanto que os Judeus acreditavam (alguns ainda acreditam) na mesma, ela foi tirada da biblia no ano 533 D.C. conforme explicado neste livro (pagina 160 deste pdf http://www.calameo.com/books/00034268051…


"Em 553 d.C., para agradar Teodora, que a Igreja Ortodoxa transformou em Santa, (e que tinha pavor de reencarnar em circunstâncias penosas), Justiniano I, usou o II Concílio de Constantinopla para declarar que a reencarnação era anátema. E substituiu a reencarnacionista “Lei do Carma” ou doutrina da reencarnação (palingenesia, do grego palin= de novo; genes= nascer), que vigorava no “Novo Testamento”, pela Ressurreição. A Bíblia foi traduzida para o antigo Saxão, para o Copta, para o Gótico, para o Armênio, para o Georgiano, o Etíope, o Árabe, o Espanhol e finalmente para o português. Sendo que no final do século XIII Dom Dinis traduziu alguns textos, que precisou ser adaptado para as versões modernas em uso."


No novo testamento é falado varias vezes de reencarnação


MATEUS 16: 13-14


-E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?


E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas...


MAS COMO JESUS PODERIA SER JEREMIAS SE JEREMIAS ESTAVA MORTO JUNTO COM OUTROS PROFETAS??


Jesus compara Joao como o elias que havia de vir...


Joao mesmo não sabia ser Elias, mas como Jesus, grande Medium que foi, explicou que ele o era Mateus 11.14


A ressurreição tbm é combatida na biblia na parabola do rico que morreu


"Tem Moisés e os profetas que os escutem! Se não acreditam neles, não acreditarão nem num morto ressuscitado", responde Abraão.


Jesus falou eu sou a ressurreição e a vida - porem é um texto mal traduzido visto que era a vida do espirito, retirada em 533 dc


Moises condenou a cominicação com os mortos em uma parte em outra:


"Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro Medade; e repousou sobre eles o Espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial.


Então correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu, e disse: Senhor meu, Moisés, proíbe-lho.


Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes de mim? Oxalá todo o Povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito! Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel." - (Números 11.26-30).

Alguem dirá que esta passagem é do Espirito Santo, espirito santo que no ingles é Fantasma Sagrado, Não havia Espirito Santo na terra essa hora, pois esta é uma aliança que seria feito 5 mil anos depois, Por Jesus...


E Jesus se comunicou com moises depois de morto:


"Seis dias depois, toma Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandesceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes aparecerem Moisés e Elias, falando com ele" - (Mateus 17.1-3).
Ou seja, a vida seria melhor se todos fossem respeitado, eu acho que excluíram esta pergunta mas eu salvei e colocarei sempre que excluírem =)


abraço.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Giras e rituais

A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, o que faz a diferenciação da qualidade de um para outro. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes. Com este tópico para esclarecer, transmitimos, sem nenhum segredo o ritual que nós praticamos.



GIRAS


No sentido de trabalho significa reunião de vários espíritos de uma mesma categoria. As giras podem ser festivas, de trabalho, de treinamento, fechada ou aberta e especifica. Antes das giras propriamente ditas, deve ser feita uma “abertura dos trabalhos” para que o ambiente seja devidamente preparado. Apresentaremos um modelo de abertura de gira em capítulo a parte.

Festiva ­ é aquela em que se presta uma homenagem ao Orixá/Entidade do dia. Nela pode-se puxar outras vibrações, separadamente;


De trabalho ­ são giras realizadas regularmente para o atendimento de consulentes;


De treinamento ­ pode ser realizada junto com a gira de trabalho ou em dia especifico. Nela se processa o desenvolvimento mediúnico dos iniciantes que serão trabalhados pelas entidades incorporadas ou por médiuns feitos, através da vibração de seus guias, sem incorporação
Aberta ­ é uma gira onde se toca para duas ou mais categorias de espíritos. Nela podem trabalhar, ao mesmo tempo, Caboclos, Pretos Velhos, Ibeijada, etc. Cada médium trabalha com a entidade que desejar se manifestar.

Fechada ­ nessas giras trabalha-se com uma “linha” de cada vez. Somos mais favoráveis a este tipo de gira por não haver cruzamento de energia, assim existindo melhor aproveitamento dos fluidos por parte dos médiuns;


Neste caso, chama-se uma única linha por vez, espera-se encerrar seu trabalho, e só depois que ela tiver deixado a gira, chama-se outra linha. Todos os médiuns trabalham com Caboclos, depois com Baianos, por exemplo.


Especifica ­ são as giras de Abaluaê, Oriente, Ibeijada, Exús e Pomba Giras. No caso destas giras são necessários certos procedimentos para se isolar o trabalho. Isso pode ser feito com preces, cânticos especiais ou até mesmo em dias especiais após imantações.


A gira de Exú é uma gira difícil de ser trabalhada pois muitos deturpam a sua finalidade e o modo de trabalho de tais entidades. A falta de conhecimento leva muitos a acreditarem que se trata do “diabo”. Mal sabem que o diabo é o mal, o orgulho, a vaidade, a discriminação e a preguiça que alguns carregam consigo.


Deve-se cantar 7 curimbas para Ogum que sempre abre e fecha esta gira – não é obrigatória a incorporação de Ogum. A energia de Ogum é responsável pelo equilíbrio dos espíritos desta faixa de evolução. Os Exús e Pomba Giras não precisam usar bebidas a não ser para trabalhos específicos e a quantidade é absurdamente pequena . Eles recebem sua libação na tronqueira.


Os Exús e Pomba Giras são entidades evoluídas, embora estejam na base do desenvolvimento espiritual, por isso não aceitamos, de forma alguma, aqueles que fazem gestos obscenos, falam palavrões e dão gargalhadas espalhafatosas ou mesmo que utilizam roupas extravagantes já que todas as outras entidades trabalham com os médiuns vestidos de branco. Isso tudo é teatro, brilho, fantasia não tem nenhuma importância espiritual. Tais entidades são de muito respeito e muita luz, porém humildes e muito próximas da consciência terrena, deixam seus médiuns a vontade até mesmo em suas “palhaçadas”. Médium evoluído, Exú em evolução, valendo também o inverso.


Estas entidades defendem nosso campo anímico (ligação matéria/espírito) para que Oxalá possa continuar conveccionando a vida. Vemos assim que elas têm uma importante função no plano espiritual.


A gira de Ibeijada também é uma das giras difíceis de um terreiro. Após a “abertura” normal da gira e com todos os fundamentos preparados para este trabalho puxa-se a falange das crianças que, por acaso, não são malcriadas apesar de serem alegres e brincalhonas. Muitos médiuns se aproveitam de tal situação e fazem arruaça, achando que com isso tornam autentica a sua incorporação.


Os Erês ou Cosmes (homenagem a São Cosme , entidade protetora das crianças segundo a Igreja Católica) podem brincar sem desrespeitar os princípios espirituais. Essas entidades são a sublimação das forças cósmicas e jamais devemos desafiá-las pensando que por “serem crianças” não tem muita força. A devoção a essa vibração pode nos salvar de situações difíceis.


Deve-se, sempre após uma gira de Ibeijada, chamar outra entidade para encerrar os trabalhos, pois as “crianças” limpam os consulentes e fazem os trabalhos, mas não descarregam a negatividade.


A gira de Abaluaê deve ser isolada das demais, através de preces específicas que devem ser rezadas antes e depois desta gira. Nessas preces deve-se buscar o fortalecimento mental dos médiuns da corrente e projetar energia equilibrando-os para conseguirem assimilar esta vibração que, por ser uma energia de sublimação (Nanã = reação, Omulú = ação) chega na terra de forma triangular , ocupando um espaço maior que as demais vibrações, portanto formando um campo magnético amplo em que o médium pode não conseguir permanecer.


A gira do Oriente deve começar a ser preparada uma semana antes do dia propriamente dito. Ela deve ser aberta pelo Zelador com preces e, durante a semana, devem ser invocadas todas as entidades que irão trabalhar, mantendo-se iluminados os respectivos pontos de firmeza. No dia da gira só deverão participar os médiuns que se mantiveram em harmonia com os fundamentos do terreiro naquela semana. Nestas giras geralmente recebe-se espíritos de muita sabedoria que vem a terra para nos ensinar ou passar mensagens importantes. Não devemos confundir esta gira com a festa dos ciganos. Agira do Oriente trabalha com os espíritos mentores de diversas crenças e culturas orientais.


GIRA BLOQUEADA


Assim chamamos a dificuldade que o médium de incorporação parcial tem de penetrar na faixa vibratória de certos consulentes. Quando isso ocorre o médium não está, necessariamente, falhando ou sem a sua entidade.


Os motivos podem ser:


a) consulente carregado de energia negativa. O consulente fica envolvido dentro de uma redoma.


b) consulente que procura a tenda por simples curiosidade ou para testar as entidades.


c) o consulente é médium ou mesmo Zelador. Já tem sua “coroa” feita e sua próprias entidades fecham a sua faixa vibratória para resguardá-lo.


Nos casos “a” e “b” o médium não deve se deixar perturbar e também não deve tentar romper o bloqueio, pois além de lhe causar grande perda de ectoplasma isso pode fazer com que caia em descredito. O correto é recomendar ao consulente um limpeza espiritual através de banhos de descarrego, imantações e preces e pedir-lhe que retorne para nova consulta.


É importante salientar que as giras de passe não são “consultório sentimental” ou lugar de “conversa fiada, muito menos fábrica de milagres. As pessoas devem ser orientadas para que não desgastem os médiuns contando toda a sua vida. A entidade irá perguntar somente o necessário, não ficará tentando fazer adivinhações.


O Consulente deve ser instruído a manter-se concentrado em seus objetivos para que toda a força do terreiro seja empenhada em fazer a ciclagem espiritual do mesmo. É desta forma que se consegue o que se procura e não com trabalhos direcionados a terceiros. Ninguém tem o direito de interferir no caminho espiritual de outra pessoa a não ser que esta peça. Não devemos esquecer do “livre arbítrio” e principalmente de que “nos tornamos responsáveis por tudo que cativamos”

PROCEDIMENTO DENTRO DA GIRA
No caso “c” deve-se somente saudar a “coroa” do consulente e realizar o passe.



Após o devido preparo espiritual com banhos e imantações e depois de receber as orientações preliminares (aulas) o médium deve seguir o seguinte esquema dentro das giras:


Reflexão – o médium ao adentrar a gira deve refletir sobre sua vida nos dias que antecederam ao trabalho, procurando observar seus pontos fracos, seus erros e acertos. Deverá agradecer a Pai Oxalá a chance de estar novamente a seu serviço.


Concentração – após a reflexão, o médium deve se desligar de tudo que o cerca. Deve fixar seu pensamento num ponto que lhe seja positivo, que lhe cause bem estar, a fim de que sua mente fique livre para receber todas as vibrações e de que seu corpo possa absorver completamente as imantações do ambiente.


Desde a sua entrada no terreiro até o inicio da gira, o médium deve manter-se em silencio absoluto, respirando pausadamente, aguardando a chegada dos demais companheiros.


Quando o médium entra no terreiro ele pode tocar o chão com a mão direita e em seguida benzer-se com o sinal da cruz, saudando as entidades da casa. Não é obrigatório, se não vier do coração.


Após o início da gira chegará o momento de “bater cabeça”. O que isso significa? Como fazê-lo?


Cada médium poderá ter seu “pano-de-cabeça”, o qual deverá ser estendido no chão, diante do Pejí, e, ao som de cântico correspondente, deverá tocar o chão, sobre o pano, com a testa (Salve meu Pai Oxalá). Depois deverá tocar o chão com o lado direito da fronte saudando o Orixá masculino do terreiro (quando já souber seu Pai de Cabeça, ele é quem deverá ser saudado). A seguir deverá tocar o chão com o lado esquerdo da fronte saudando o Orixá feminino do terreiro (quando já souber sua Mãe de Cabeça deverá saudá-la).


A seguir será feita a defumação do ambiente quando, então, os médiuns que já usam as guias, deveram colocá-las no pescoço após imantá-las com a defumação.


DEFUMAÇÃO ­ A produção de aroma se faz pela mistura e aquecimento de várias ervas e essências e tem a finalidade de atrair vibrações e romper o campo magnético do ambiente que será utilizado para os trabalhos.


A cada material cabe atrair um tipo de vibração: boa ou má. Por exemplo: as ervas favorecem as boas vibrações e as espalham pelo ar, já o carvão atrai as más vibrações, porém as retém. Esse carvão será deixado na tronqueira até o final da gira e depois será jogado fora pois a negatividade já terá sido absorvida pelos Exús. (Veja Defumação)


Considerações Gerais


Começamos com o terreiro. Na frente, no portão de entrada normalmente tem uma pequena casa. Nós a chamamos de Tronqueira. Lá dentro tem uma imagem do Sr. Tranca-Ruas, o poderoso Exú protetor do terreiro. É a nossa guarda.


O Terreiro é dividido em duas partes: a da assistência e o terreiro onde se desenvolve a “engira”. Daqui para a frente simplesmente “gira”. Em todo terreiro costuma-se haver um quadrado ou um centro de vibração, onde está enterrada a segurança de toda a casa. É um buraco que contém as armas do Orixá Chefe. Dali, emanando todo o axé da casa. Cria-se, então, um campo vibratório de muita força.


Em alguns terreiros existe hierarquia. Além do dirigente, existem as figuras da Mãe-Pequena e do Pai-Pequeno. Após os capitães de terreiro e dos ogans (atabaqueiros). Todos os membros da corrente devem prestar-lhes obediência e respeito e, ao entrar no terreiro, devem reverenciar-lhes, ritual rigorosamente observado pela religião umbandista. Todos carregam guias diferenciadas dos membros da corrente.


O médium deve ter sempre a consciência de nunca comer carne no dia em que irá trabalhar. Carne proveniente de animais de sangue quente podem conter energias contrárias às necessidades do trabalho que será desenvolvido. Além disso, o sangue contêm muita energia que, se usada por espíritos de pouca ou nenhuma luz, pode atrapalhar consideravelmente o bom andamento do trabalho.


Considerando também que na evolução do reino animal, usar-se-á para sua própria alimentação animais que estejam distantes do grau evolutivo do ser humano, ou seja, recomenda-se o uso de peixes para se alimentar evitando animais mais evoluídos afastando-se das energias inerentes a animais sacrificados para nossa alimentação e que nos sejam “próximos”.


Como o dia de trabalho é sagrado, deve-se evitar a todo custo pensamentos pecaminosos, xingamentos, sentimentos de ódio de maneira geral, sexo, frequentar lugares que sugiram alguma ligação com energias que possam ser prejudiciais ao trabalho.


Não lavar a cabeça mas sim o restante do corpo. Não deve também cortar seu cabelo ou qualquer outra ação que envolva a manipulação de seu chakra coronário.




(Obs.: Banho de descarga com as ervas do seu Orixá).




Chegando no terreiro…




Saudar a(s) Tronqueira(s):


Saudar Seu Tranca Ruas.


Pedir proteção, pedir ajuda nos trabalhos.


Pedir para limpar seu corpo de larvas e miasmas astrais.


Pedir licença para entrar no terreiro. Considere sempre que o chão do terreiro é um solo sagrado e é onde serão desenvolvidos todos os trabalhos. Portanto, faz-se necessário pedir licença para pisá-lo.


Para pedir licença para pisar no terreiro deve-se tocar o chão com o dedo médio, tocando-o 3 vezes, descrevendo um triângulo, (tríade Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos) e em seguida tocar a fronte, o lóbulo parietal e lóbulo occipital (tríade matéria, mente e espírito) solicitando-lhes que nos ajude a manter o fortalecimento e a harmonia destes planos.


As Crianças significam a infância, com sua pureza e inocência.


Os Caboclos significam a mocidade com sua energia.


Os Pretos Velhos significam a velhice com sua humildade e experiência.


Saudar Oxalá.


Saudar seu Orixá de cabeça. Se não souber ainda qual é seu Orixá de cabeça, bastará saudar Oxalá.


Em terreiros que tenham Ogan deve-se saudar o Ogan Chefe. O Ogan é o chefe dos atabaques.


Em terreiro que mantém hierarquia com capitães, deve-se cumprimentar os Capitães do terreiro obedecendo a hierarquia entre eles, ou seja, o 1º capitão a ser cumprimentado deve ser sempre o capitão mais novo a ocupar esta posição, em seguida cumprimentar o segundo e assim consecutivamente até o Capitão mais antigo do terreiro.


Em terreiros que tem pai-pequeno/mãe-pequena deve-se cumprimentá-los. É importante observar que a Umbanda não tem cargos hierárquicos. Muitas vezes esses cargos e definições dentro do terreiro são características advindas do Candomblé.


Cumprimentar o dirigente do terreiro.


Ao som do Hino da Umbanda, a corrente entra no terreiro, cantando alegres, dispostos, de branco, com suas guias e banho de ervas previamente tomado. Após, inicia-se a defumação em todos os presentes. Vale aqui dizer que todo o ritual tem que, obrigatoriamente, ser feito com pontos cantados. Após a defumação, vem o bate-cabeça, oportunidade dos membros da corrente. Os que têm hierarquia já o fizeram no início. Em seguida a saudação aos Anjos da Guarda. Louva-se aos Orixás e aos espíritos que trabalham através dos cavalos (médiuns) no terreiro. Em seguida pede-se a proteção do Sr. Ogum de Ronda. Saudação à Quimbanda e ao Sr. Tranca-Ruas não podem faltar. Feito este ritual é que começam as incorporações.




FUNDAMENTOS DO RITUAL


Hino de Umbanda


É um mantra de louvação à Umbanda.


Os povos em suas liturgias religiosas, desde os tempos imemoriais, invocam suas divindades, não só pelo vocábulo, como também, pela palavra cantada, através de hinos, ladainhas, mantras, cânticos, salmos e pontos cantados.


Defumação


A defumação harmoniza e aumenta o teor das vibrações psíquicas, produzindo condições de recepção e inspiração nos planos físico e espiritual.


Além de influenciar em nossas vibrações psíquicas, as ervas utilizadas na defumação são poderosos agentes de limpeza vibratória, que tornam o ambiente mais agradável e leve. Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos no solo da terra, absorção de nutrientes dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constituitivos das ervas. Deste modo, projetam-se forças capazes de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto de baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, orgulho, mágoa ,etc.


O que fazer nesta hora? Pedindo pela purificação do Terreiro dos médiuns e assistência fechando o nosso corpo e mentalizar os guias, anjo da guarda, pedindo que essas energias nocivas se dissipem.


Bate Cabeça


Neste momento os filhos estão saudando seus Orixás de cabeça e pedindo licença aos mentores espirituais da casa para iniciar os trabalhos.


Anjo da Guarda


Neste momento de louvação ao nosso Anjo de Guarda, devemos pedir sua proteção e harmonia.


Prece de Abertura


É o momento aonde elevamos os nossos pensamentos e pedimos por nós, pelo bom andamento dos trabalhos espirituais, por parentes e amigos encarnados ou desencarnados, deixando toda as mágoas e maus pensamentos, tudo que é de ruim do lado de fora, para que possamos formar uma corrente com bastante solidez que possa combater qualquer força contraria sem romper um elo desta corrente.


Abertura de Gira


Neste momento o dirigente puxa o ponto de abertura de gira (Eu abro a nossa gira com Deus e Nossa Senhora…), é um momento de muita concentração, é quando ele recebe a permissão dos guias espirituais para dar início ao trabalho.


Deus Salve a Pemba, Salve a Toalha e Salve Nosso Congá


Pemba: a caneta dos guias, objeto sagrado na Umbanda, é através dela que se dá a grafia dos espíritos.


Toalha: é onde sauda-se o Orixá, pano de cabeça imantado através do ritual do amaci.


Congá: lugar sagrado aonde estão representados os Orixás e guias que são cultuados na Umbanda.


Salve a Engoma


Engoma: Atabaques, instrumento sagrado e de grande poder vibratório.


Neste momento do trabalho são tocados ritmos de imantação e fixação de energia.


Os atabaques são responsáveis pela harmonia do terreiro através do ritmo.


Salve as Setes linhas da Umbanda


Saudação aos naturais: espíritos que habitam a natureza, que nunca tiveram encarnações, por isso são puros.


Cinco são os reinos naturais: mineral, vegetal, aquático, aéreo, telúrico.


Salve as Crianças


Preparo da firmeza do terreiro. S ão responsáveis pela nossa alimentação de força.


Salve as Entidades da Casa


È o momento em que se sauda todas as entidades que cuidam da casa e os mentores espirituais do trabalho.


Saravá Exú


Normalmente sauda-se o Sr. Tranca Ruas, porque ele é quem recebe a responsabilidade de cuidar de todas as tronqueiras dos terreiros de Umbanda, é ele que abre o terreiro e fecha a rua e no fim da gira fecha o terreiro e abre a rua.


Pode-se, neste momento, saudar algum outro Exú que esteja com a responsabilidade contígua de guardar a casa e a gira.


Saravá Ogum de Ronda


Nesse momento os Oguns se postam como sentinelas do terreiro, cuidando e rondando para evitar intrusos que possam vir atrapalhar o andamento da gira.


Saravá (Orixá)


É cantado ponto de firmeza de linha do Orixá regente do dirigente.






FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net






segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pontos dos Pretos-Velhos




Louvação aos Pretos-Velhos



Olelê meu Deus do céu que alegria

O Preto Velho não carrega soberbia

Meu Deus do céu isto aqui eu preferia

A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia

Eu vou plantar neste quintal pé de pinheiro>

Para mostrar como se quebra macumbeiro>bis

Olelê meu Deus do céu que alegria

O Preto Velho não carrega soberbia

Meu Deus do céu isto aqui eu preferia

A Estrela D'Alva no ponto do meio-dia

Galo penacho bota macho na campana>

Neste terreiro galo velho não apanha> bis



Chora meu cativeiro>

Meu cativeiro, meu cativerá>

Ora, chora> bis

Preto Velho que veio da Costa

Que veio do Congo, Luanda e Guiné

Preto Velho de Nossa Senhora

Vem no terreiro olhar filhos de fé

Chora meu cativeiro>

Meu Cativeiro, meu cativerá>

Ora, chora> bis

Preto Velho que gira na de Angola

Que gira no de Gejo, Bantú e Nagô

Preto Velho de Nossa Senhora

Filho de Zambi, ele é meu protetor

Chora meu cativeiro>

Meu cativeiro, meu cativerá>

Ora, chora> bis

Preto Velho aqui na terra trabalhou

Tanto trabalhou, até que um dia lá na aruanda

Nossa Senhora o abençoou

Chora meu cativeiro>

Meu cativeiro, meu cativerá>

Ora, chora> bis



Pontos Individuais de Pretos-Velhos

Pai Maneco

Ele é preto velho

Preto sim senhor

Ele é o Pai Maneco, meu filho

Nego rezador

Ele tem chicote

Não pra revidar

Ele aponta uma estrela, meu filho

No reino de Iemanjá


Saudação ao Pai Maneco

Pai Maneco senta no toco

Faz o sinal da cruz

Pede proteção a Zambi

Para os filhos de Jesus

Cada conta do seu rosário

É um filho que aí está

Se não fosse o Pai Maneco

Eu não sabia caminhar


Pai Maneco Feiticeiro

Letra: entidade Pai Maneco

Música: João Costa e Ivo



Maneco chama feitiço>

Quem faz feitiço é feiticeiro>bis

De Aruanda vem ordem do Velho>

Quem manda é o velho faceiro>bis

Feiticeiro pega o patuá

Mandinga e suas ervas

E no Terreiro vem dançar>bis

Bate o pé, levanta a poeira>

E queima coisa ruim>bis

Salve o feitiço do Velho Feiticeiro>bis





Pai Luiz de Xangô

Letra e música:

Gustavo Guimarães



Kaô, Kaô, Xangô

Kaô, Kaô, Xangô me chamou> bis

Olha o nego arriou no terreiro, kaô

Kaô Cabecile, ele é meu protetor

Kaô, kaô, Xangô >

Kaô, kaô, Xangô me chamou> bis

Salve a linha de Quenguelê

Pai Luiz de Aruanda

Ele vem me valer



Pai José

Pai Mané, cadê Pai José

Foi no mato colher guiné

Quando ele voltar

Diga para vir me ver



Outro:

Ele vive no meio das flores

Beijando a lua

No fundo do mar

Oh meu Pai, que é Pai José

Que veio da Angola, d'Angolá

Oi que vem saravá

Salve Deus

E os caboclos da Aruanda

Pai José chegou

No terreiro de Umbanda



Mestre Cipriano

Letra e música adaptação:

Pai André e Bitty



Mestre Cipriano vai chegar agora>

No navio negreiro >

Com os escravos de Angola> bis

Veio com bantus, congos e guinés

Trazer à Umbanda a capoeira

A quem tem fé



Pai Joaquim de Angola



E na aroeira de São Benedito

Santo Antônio mandou me chamar>bis

Pai Joaquim, ê ê

Pai Joaquim, ê a

Pai Joaquim veio de Angola

Pai Joaquim veio de Angola, Angolá


Tio Tonho de Angola



Meu Senhor da casa grande

Não me bata por favor

Não me amarre no seu toco

Me conceda seu perdão

Trago minha força armada

Luz, amor e gratidão

Sou Tio Tonho de Angola

Que chegou neste congá

Sou Tio Tonho de Angola

Que chegou pra trabalhar



Pai Bernardo



Com sua pemba, com seu apito>

Pai Bernardo vem> bis

Ele vem do Congo vem, vem

Vem de mujongo, vem, vem

Ele vem tirar

Toda mandinga que o filho tem

Pai Bernardo vem


Pai Congo



Pisa na linha de Congo>

Meu Filho, filho meu >

Pisa na linha de Congo devagar >

Filho Meu>bis

Pisa na linha de Congo destemido

Filho meu

Pai Congo trabalha na Umbanda

Para lhe ajudar

Olha o Congo a girar



Pai Guiné



É o vento que balança a folha

Guiné

É o vento que balança a folha

É, é, é Pai Guiné

É o vento que balança a folha



Pai Serafim



Pai Serafim vem do meio das flores

Olhando o céu, beirando o mar

Ele é preto velho de Umbanda>

Que vem de Aruanda>

Para nos salvar>bis



Pai João de Angola



Na Angola tem um velho

Que caminha devagar

Chama Pai João

Vamos saravar



Pai Joaquim de Xangô



Xangô chamou

Pai Joaquim lá na Pedreira

Veio de longe Pai Joaquim

Trabalhar na cachoeira

Xangô chamou

Pai Joaquim lá na pedreira

Pai Joaquim chama seus filhos

Pra benzer na cachoeira



Outro:



Xangô está no alto da pedreira>

E Pai Joaquim, guarda a cachoeira>bis

Águas limpas, cristalinas>

Correm pro rio>

Onde Oxalá se batizou>bis

Preto Velho Pai Joaquim

É filho de Xangô

É guardião da cachoeira

E do rio que Oxalá se batizou

Águas limpas, cristalinas

Correm pro rio

Onde Oxalá se batizou

Na pedreira, junto da cachoeira>

Preto velho abençoou>bis


Pai Ambrósio



Chegou Pai Ambrósio, chegou

Pra salvar os filhos de fé

Na Umbanda só se vence com amor

E ele vem, na linha do Senhor

E ele vem, em nome do Senhor


Tio Antônio



Pedi licença a mamãe Oxum

Pedi licença a Pai Oxalá

Pedi licença ao Senhor do Bonfim

Pra Tio Antônio vir trabalhar

Quem vem lá é de paz

Quem vai chegar no congá

É um baiano formoso

É Tio Antônio que vem trabalhar


Pai Tomás


Oh Pai Tomás, Oh Pai Tomás

Vem no terreiro, vem trabalhar

Filho de Zambi ,ele é filho de Oxalá

Oh Pai Tomás ,Oh Pai Tomas

Vem no terreiro, vem trabalhar

Sua falange, com licença de Oxalá



Pai Benedito de Angola

Pai Benedito veio de Angola

Pai Benedito veio de lá

Firma a cabeça pra Pai Benedito

Vir trabalhar neste congá



Pai Francisco

Letra e música: Pai Francisco



Hoje é dia de gira de preto

Pai Francisco vamos chamar

Hoje é dia de gira de preto

Pai Francisco vai chegar

Pai Francisco é de Congo

Ele é filho de Iemanjá

Ele vem nesse terreiro

Ensinar filho a rezar



Pai André

Letra: Folclore

Arranjo e música: Bitty



Com flores brancas

Minhas almas vou louvar

Com seu perfume também

Vou me perfumar

Mamãe Oxum ilumina

A minha fé

Vem de aruanda

Vem chegando Pai André>bis

“Pai André é de Guiné”


Pai Tibúrcio

Letra: Lorena Bittencourt

Música: João Costa



Preto-velho Pai Tibúrcio>

Nos ajuda a caminhar>

Nesta estrada tão longa>

Ele vem nos ensinar>bis

Que nosso Pai Oxalá

Traga amor e caridade

Às crianças de esperança

Ao senhor a eternidade





Pai Benedito



Quem é aquele velhinho

Que vem no caminho

Andando devagar

Com seu cachimbo na boca

Pitando a fumaça e jogando pro ar

Ele é do cativeiro > bis

É Pai Benedito, ele é mirongueiro> bis



Pai Joaquim da Costa



Saravá, saravá, saravá

Chega pra lá mandingueiro

Pai Joaquim nasceu lá na costa

Lá na costa ele foi batizado

Pai Joaquim quando risca seu ponto

Desmancha feitiço malvado

Saravá, saravá, saravá

Chega pra lá mandingueiro

Pai Joaquim veio lá da costa

Já chegou no nosso terreiro

Ele vem pra nos afastar

Da mira do feiticeiro



Pai José da Praia


Pai José da Praia vem>

Vem aqui nos ajudar>bis

Pai José da Praia vem>

Vem aqui neste congá>bis

Ele vem nos ensinar

As palavras de Iemanjá



Rei Congo

Congo, rei Congo

Congo chegou

Congo é maravilha

No terreiro trabalhou



Outro:



Um lindo sol apareceu

E preto velho já está trabalhando

Navegando, remando

Trabalhando e pescando>bis

Filho de Congo

Filho do Velho

Não reme contra a maré

Siga em frente

Com muita fé

Navegando, remando

E vento soprando>bis


Pai Tomé



Mãe Maria, cadê Pai Tomé

Foi pro mato buscar guiné

Quando ele voltar

Peça pra ele me benzer



Pai Malaquias



Ele veio lá de Aruanda

Com a luz da estrela guia

Saudar filhos de Umbanda

Ele é Pai Malaquias

Nas suas mãos raios de luz

No coração traz a sua guia

A Oxalá pede pra abençoar

O preto velho Pai Malaquias

Com arruda e guiné>

Reza os filhos que tem fé>

Preto velho veio trabalhar>

E este congá abençoar>bis



Pai Lourenço de Guiné



Preto velho vem

Com a folha verde na mão

Vem benzendo os seus filhos

Saravando seus irmãos

Pai Lourenço é preto velho

Vem trazendo o seu Axé

Vem benzendo os seus filhos

Com a folha de guiné


Pai Tião

Nasce o sol bem de mansinho

E Pai Tião está a apreciar

Caminhando a beira do mar

Veio saudar Iemanjá

Quem é do Congo>

Congo aruê>

Firma na areia>

Que eu quero ver>bis

Preto-velho veio trabalhar

E na praia gosta de morar

Vive aqui no seu cantinho

Com seu barco pra pescar

Quem é do Congo>

Congo aruê>

Firma na areia >

Que eu quero ver>bis

Pai Tião gosta do mar

E aqui vem meditar

Sua grande devoção

É a Senhora da Conceição

Quem é do Congo...>bis



Pai Miguel



Lá em Angola tem um velho

Que caminha devagar

Ele é Pai Miguel de Angola

Vem na banda trabalhar


Pai Josias



Oi salve Deus

Salve os pretos de Aruanda

Pai Josias chegou

No terreiro de Umbanda





Pai Jeremias



Canoeiro, canoeiro

O que traz nessa canoa

Trago pemba, trago guia

Jeremias vem na proa

Canoeiro, canoeiro

O que traz nessa canoa

Trago pemba, trago guia

E o rosário de Maria



Linha de Pretos-Velhos



Que preto é esse, oh Cambinda

Que chegou agora, oh Cambinda

É o Pai (...dar o nome), oh Cambinda

Que veio de Angola.

Firma ponto minha gente

Preto velho vai chegar

Ele vem de Aruanda

Ele vem pra trabalhar

Saravá o Preto Velho

Saravá, saravá, saravá,

Ele chegou no terreiro

Ele vem nos ajudar



Preto Velho tá quebrado>

De tanto trabalhar>

Preto Velho tá cansado>

De tanto curimbar> bis

Firma ponto, risca pemba>

Que é longa a caminhada>

Quem tem fé, tem tudo>

Quem não tem fé, não tem nada> bis



Meu pito tá apagado>

Minha marafa acabou>

Vou trabalhar pra suncê>

Porque sou trabalhadô> bis

Eu vou trabalhar>

Suncê vai ganhar>

Muito bongo, meu filho>

E depois vem me pagar> bis



Deixei meu cachimbo no toco

Mandei o moleque buscar

Na hora da derrubada

Meu cachimbo ficou lá



Zum, zum, bateu na porta

Saravá vou ver quem é

É o povo da aruanda

É a falange de Guiné



Arriou na linha de Congo

É Congo, é Congo aruê

Arriou na linha de Congo,

Agora que quero ver.

Congo, Rei Congo

Congo chegou

Congo é maravilha

No terreiro saravou



Preto velho senta no toco

Faz o sinal da cruz

Pede proteção a Zambi

Para os filhos de Jesus

Cada conta do seu rosário

É um filho que ai está

Se não fosse o Preto Velho

Eu não sabia caminhar



Quenguelê, Quenguelê, Xangô>

Ele é filho da cobra coral >bis

Olha o preto está trabalhando

E o branco não está, está olhando...



Chora meu cativeiro, meu cativeiro>

Meu cativerá> bis

No tempo da escravidão

Preto Velho sempre trabalhou

Sentado na sua senzala

Batia tambor, saravá pai Xangô



Bate tambor lá na Angola>

Bate tambor> 3 x bis

Pai Maneco bate tambor

Pai José bate tambor

Pai Joaquim bate tambor

Bate tambor lá na Angola

Bate tambor> bis



E esse nego que veio de aruanda

No terreiro de Umbanda

Ele vem pra trabalhar

E olha o passo na gira que o nego dá

E olha o jeito desse nego trabalhar

E olha o passo na gira que o nego dá

E esse nego já foi dono de congá

Lá nas matas tem as folhas da Jurema > bis



A lua lá no céu surgiu

E clareou os caminhos de Umbanda

Aqui na terra filho de pemba>

É guerreiro>

Preto Velho surgiu>

Como é linda a sua banda>bis

A estrela lá no céu brilhou

E clareou os caminhos de Umbanda

E lá na terra filho de pemba pediu>

Preto Velho ouviu>

Com é linda a nossa Umbanda>bis



Ai meu tempo faz tanto tempo

Meu tempo que não volta mais

Quando negros de Aruanda>

Cantavam todos iguais>bis

Nós somos feitos da castanha da aruanda

Da proteção de Iemanjá

Aruanda eh eh eh>

Aruanda ah ah ah>bis

Preto Velho ficava sentado

No batique do velho portão

Preto Velho com sua viola>

Preto Velho com seu violão>bis

Na festa da Conceição

Todo mundo pedia implorava

O menino pegava a viola>

Preto Velho então cantarolava>bis

Aruanda eh eh eh >

Aruanda ah ah ah>bis





Letra e música:

entidade Tio Antônio



Preto Velho que coisa é essa>

Que me deixa o corpo mole>bis

É mironga de Terreiro

Preto Velho vai tirar

Vai fazer reza bem forte

Pra mandinga afastar

Preto Velho que coisa é essa>

Que me deixa com o corpo mole>bis

Parece que é coisa feita

Preto Velho vai tirar

Mas não fique assustado

Deste mal vou lhe livrar

E depois você vai embora

Vai pra casa descansar

E depois que passar o tempo

Volte aqui me visitar



Eu cheguei no terreiro

Risquei o meu ponto

Quem é o primeiro?

Eu cheguei no terreiro

Risquei minha pemba

Quem é o primeiro?

O primeiro é aquele

Que está lá no canto

Com cara de pranto

Qué falar com o homem > bis

Venha cá mizi fio

Jogaram feitiço em suncê

Agora vá lá na encruza

Acenda uma vela com fita amarela

Farofa e dendê, que eu vai te proteger

Que eu vai te proteger

Eu vai te proteger, mas peça maleime

Meu filho de fé

Confia em mim, eu sou Embaé > bis



Tira o cipó do caminho

Oh criança

Deixa Vovô atravessar

É Preto Velho

Que vem de aruanda

Para trabalhar



Quem é aquele velhinho

Que vem no caminho

Andando devagar

Com seu cachimbo na boca

Pitando a fumaça e jogando pro ar

Ele é do cativeiro

Ele é Preto Velho

Ele é mirongueiro



O Preto Velho

No tempo do cativeiro

Trabalhava o dia inteiro

Na senzala a matuscar

Uma maneira de domingo

Ir no terreiro

Com arruda e guiné

Saravá seu Orixá

Hoje o preto

Quando desce no terreiro

Vem saravando os seus filhos

Com licença de Oxalá

Vem ensinando humildade e caridade

E a todos que tem fé

Um jeito de se salvar

Ajuda eu Preto velho

Ajuda eu a rezar

Ajuda eu atabaque

Ajuda eu a girar



Na fazenda de Santa Rita

Nego duro de se acordar

Não trabalha porque não quer

Tem cavalo pra arriar



Não vou plantar café de meia

Eu vou plantar canavial

Café de meia não dá lucro Sinhá dona

Canavial, marafo dá

Amarra o boi, Preto Velho >

Na porteira do congá > bis



É preto, é preto, oi Cambinda

Na terra de preto, oi Cambinda

Eu também sou preto, oi Cambinda

Na terra de preto, oi Cambinda



Preto Velho quando vem da Aruanda

Vem com Deus e a Virgem Maria

Saravá o povo de Aruanda >

Saravá o povo da Bahia > bis



Tizorere,orere, orara>bis

Os Pretos Velhos

Quando vem pra trabalhar

Vem trazendo a sua gente

Para todo mal levar

Ago, ago, vem saravar

Filhos de Umbanda

Ago, ago vem saravar

Neste congá

Saravá eles

Como chefes de terreiro

Saravá eles

Com todos seus companheiros



Ô meu São Benedito>

Na coroa de Zambi tem congá > bis

Seu carreteiro toca o carro devagar

Que senão o carro vira

E o carreteiro passa mal

Sou Preto Velho e não gosto de lambança >

Curo moço, curo velho >

E também curo criança > bis



Eiê, eiê, eiê, eiê, eiê

Oi, eiê, eiê, eiê, eiá>

O jongo é bom de lascar>

no terreiro de dona Sinhá> bis

Preto Velho baixa na terra

Faz coisas de admirar

Planta um pé de banana

Na mesma hora ela dá

O tronco solta o cacho

Se vê amadurecer

Preto Velho tira a banana

E dá pra todos comer

Isto que quero ver>

Pai de Santo que saiba fazer> bis



Oiê, Senhor Macuta

Oiê Senhor Macutá

Ele vem de Angola

Senhor Macutá

Chegou agora, Senhor Macutá

Com a mão na pemba

Alcançou vitória,

Senhor Macutá.



É preto, é preto

É do meu congá

É preto, é preto

Ora vamos saravá



Kió viva a Angola

Viva a Angola é>bis

Preto Velho está na Angola

Oi viva a Angola é

Pai Maneco está na Angola

Oi viva a Angola é

Kió viva a Angola>

Viva a Angola é>bis

Pai Joaquim está na Angola

Oi viva a Angola é

Pai João está na Angola

Oi viva a Angola é

Kió viva a Angola>

Viva a Angola é>bis



Ainda bem que era dia

Papai mandou chamar

Firma a cabeça meus filhos

Que tem preto pra chegar





Letra: entidade

Pai Luiz de Xangô

Música: João Costa



Corisco o céu rasgou

O chão do terreiro brilhou

Com a sua cruz e o seu machado

O Preto Velho

Sua presença marcou

Xangô, Deus do céu

No Preto

Sua voz ecoou

Xangô, Justiceiro e humilde

Sua falange ilumine



São Benedito

Tem pena dele Benedito

Tenha dó

Ele é filho de Zambi

Ô São Benedito, tenha dó>bis 3 vezes

Tem pena dele Nanã

Tenha dó

Ele é filho de Zambi

Ô Nanã

Tenha dó


Ponto de Subida

dos Pretos-Velhos



Preto Velho vai ao ló

Mas não deixa os filhos só>bis

Ele vai pra Aruanda

Junto com Zambi menor>bis

Outro:



A sineta do céu bateu>

Oxalá já diz>

É hora>bis

Eu vou, eu vou, eu vou>

Fiquem com Deus e>

Com Nossa Senhora>bis



Outro:



E vai Preto Velho

Subindo pro céu

E Nossa Senhora

Cobrindo com véu



Outro:



A estrela brilha no céu

Clareia a Umbanda

Está na hora, o galo cantou

Adeus meus filhos

Preto Velho vai embora

Fiquem com Deus

E Nossa Senhora



Ponto de Subida
do Pai Maneco

Letra e música:

entidade Tio Antônio



O galo vai cantar

Quando chegar a hora

Pai Maneco pra aruanda

Vai de volta na aurora

Ele vai deixar

Muito amor, muita alegria

Vai pra junto de Iemanjá

E da Virgem Maria


Pretas-Velhas



Pontos Individuais

das Pretas-Velhas



Vovó Maria Redonda

Quem vem lá

Quem combate demanda

Ela é filha de Congo

É Maria Redonda



O Milagre da cura

Dona Maria Redonda

e Reinaldinho



Dona Maria Redonda

Pediu para eu cantar

Um chamado de Cura

Para que o povo aprenda

Nem que não entenda

Mais fique a chamar

Pelo milagre da Cura

Da ajuda mais pura

Que vem da Corrente

Olhe de frente

Veja com Fé

Deixe vazar a maré

Preto-Velho só vem para curar

Preto-Velho só quer ajudar

Pelo Amor verdadeiro que tem

A essência da luz e do bem.



Vovó Sabina

Letra e música: entidade Vovó Sabina



Vovó Sabina nega lavadeira >

Lava roupa de sinhá > bis

Lava roupa de sinhá

Mas sua mãe é Iemanjá


Vovó Chica

Gira, gira, girou

Vovó Chica chegou

Gira, gira, girou

Perto da Chica estou

Vovó Chica é parteira e rezadeira

Com tanta luz, também é curandeira

De mãos postas com devoção

Chica reza com o coração

Gira, gira, girou

Vovó Chica chegou

Perto da Chica estou

Seu tercinho branco está abençoado

Junto do seu peito está guardado

Cristo deu-lhe força e a luz

E, com humildade, agradece a Jesus

Gira, gira, girou

Vovó Chica chegou

Gira, gira, girou

Perto da Chica estou



Outro:



Acabou meu cigarro de palha>

Vó Chica é quem foi buscar>bis

Rasgou a barra da saia>

Pra fazer meu patuá>bis

Demanda com ponto de fogo>

Vó Chica sabe desmanchar>bis

Sua Umbanda é pro bem >

E todo o mal vai levar>bis


Vovó Maria Chica

Preta Velha que vem no terreiro saravá

Preta Velha que vem no terreiro trabalhar

Ela é Maria Chica de aruanda

Ela vem neste terreiro saravá

Ela é Maria Chica de aruanda

Ela vem neste terreiro trabalhar



Vovó Catarina

Vovó Catarina ê, ê

Vovó Catarina ê, á

Vovó Catarina vem de Angola

Vovó Catarina ê, á



Outro:



Vovó Catarina que tem poder>

Tem na Umbanda muito haver > bis

Ela vem da aruanda

Com a fé de Oxalá

Traz arruda e guiné

Pra rezar filhos de fé



Vovó Maria Conga

Abre este terreiro

Abre este congá

Chegou Maria Conga

Que vem trabalhar

Saravá Umbanda

Saravá Quimbanda

Saravá quem manda

Saravá você



Mãe Maria da Praia

Ai vem Mãe Maria

Que vem do lado de lá

Vem pedindo licença a Oxalá

E a grande Sereia do Mar

Ai vem Mãe Maria

Que vem neste congá

Abençoar os filhos de fé

E todo mal levar



Vovó Maria de Angola

Letra: Cláudio Bittencourt

Saravá Maria de Angola

Preta Velha guerreira

Saravá Maria de Angola

Nega benzedeira

Vovó Maria no terreiro

Faz mandinga com arruda e patuá

Dá a sua proteção

E vem seus filhos ajudar



Outro:



Vestida de branco está Maria de Angola

Veio trabalhar no congá de Oxalá

Perfuma com arruda e guiné

E no terreiro firma a sua fé

Ela reza pra Jesus, Maria e José

Que firme este terreiro

E não deixe cair filho de fé

É de Angola>

Só veste branco>

Vovó Maria>

No congá firma seu ponto>bis



Vovó Maria das Dores

Letra e música: Ivo

Vózinha Maria das Dores >

Acende seu pito na banda de cá > bis

Pegou um pouco d'água >

Misturou com erva >

E fez um remédio >

Pros filhos curar > bis



Mãe Jacira

Letra e música: Bitty

Ela vem do mar

Ela vem da areia

Ela é Preta Velha

De mamãe Sereia

Ela é lavadeira

Ela de Sinhá

Ela é a Mãe Jacira

Preta de Iemanjá



Maria Sacambinda

Maria Sacambinda

Lavadeira de sinhá

Lavou roupa de Congo

Não é dela, é de Iemanjá


Vovó Maria da Bahia

Vovó Maria, ela veio da Bahia

Ela vem pra trabalhar

Tem licença de Pai Oxalá

Vovó Maria, ela veio da Bahia

Vem trazendo a sua pemba, sua guia

E o rosário da Virgem Maria



Vovó Maria

Vovó Maria>

Ela vem da Bahia> bis

Ela vem pra trabalhar

Com licença do Pai Oxalá

Vem trazendo sua pemba, a sua guia

Seu rosário da Virgem Maria



Vovó Cambinda

Cambinda mamanhê

Cambinda mamanha

Segura Cambinda

Que eu quero ver

Filho de pemba não tem querer



Tia Maria da Bahia

Ê Tia Maria, preta velha da Bahia> Refrão

Segura a barra da saia

Dança na ponta do pé

Quando pega no rosário

Traça Umbanda e Candomblé,

Tia Maria

Refrão

Rezadeira de quebranto

Mal olhado e desencanto

Feiticeira, curandeira

Dobradora de Junqueira, Tia Maria

Refrão

Ninguém segura seu ponto

Sua pemba e muita fé

E quem quiser falar com ela

Ganha figa de guiné, Tia Maria

Refrão


Tia Maria de Mina

Quem é a preta velha sentada no toco

Meu Senhor das Almas, me diga quem é?

É Tia Maria de Mina, meu filho

Trabalhando com fé

Trouxe arruda e guiné



Mãe Maria de Mina

Mãe Maria de Mina vem de Aruanda

Pra salvar seus filhos

Pra vencer demanda

Oh preta velha você não me engana

Amarra a saia com palha de cana

E o cigarro que ela fuma

É de palha de Aruanda



Vovó Benedita

Benedita você tem um congá

Que é uma beleza

Um terreiro enfeitado

Muitos doces sobre a mesa



Outro:



Figa cruzada, e bem trabalhada

Veio da Bahia

Vovó Benedita chegou com sua magia

No seu patuá do Senhor do Bonfim

Ela acredita

Saia engomada e bata rendada

Veste Benedita

Figa cruzada, corpo fechado

É com Benedita

Seus búzios jogados em pano amassado

Ela confia

Curimba marcada em ponto riscado

É sua gira>bis

No seu patuá do Senhor do Bonfim

Ela acredita

Curimba marcada em ponto riscado

É sua gira>bis



Vovó Zulmira

Letra e música: Luciano Miranda

Lá vem Vovó Zulmira>

Ela vem trabalhar> bis

Vem tirar toda mandinga>

E seus filhos iluminar> bis



Preta Velha trabalha na Umbanda

Preta Velha combate demanda

Saravá Vovó Zulmira que chegou neste conga>bis

Aruê, aruê, aruê, aruê aruê aruá

Saravá vovó Zulmira que chegou pra trabalhar>bis



Linha das Pretas-Velhas



Vovó tem sete saias

Na última saia tem mironga

Vovó veio de Angola

Pra salvar filhos de Umbanda

Com seu patuá, figa de guiné

Vovó veio de Angola

Pra salvar filhos de fé

Oh preta velha

Você não me engana

Amarra a saia

Com palha de cana

E o cigarro que ela fuma>

É de palha de Aruanda> bis



Tudo que peço à vovó ela faz

Também o que peço a vovô ele faz

O que quero mais

O que quero mais



Letra e música: entidade Pai Maneco



Flor de Laranja Vovó pegou

Trouxe pro terreiro cuscuz e marafo

Cuscuz e marafo ela entregou

Na encruzilhada ela saravou

Saravou, Saravou...



Vovó viveu

No tempo da escravidão

Corria o milharal

Com a enxada na mão

Benzia, fazia mironga

Ajudava seus irmãos

E um dia lá no céu

Jesus lhe deu a redenção



A nega mandou fazer macumba

Pra me tirar da favela

O meu santo é muito forte

E quem vai sair é ela>bis

O meu santo é muito forte

E quem vai sair é ela



Ai vem, vem, vem

As vovós de Aruanda

Elas vem goivando>

Na lei de Umbanda>bis



Navio negreiro no meio do mar > bis

Correntes pesadas na areia a arrastar

E a negra escrava tristonha a chorar

Saravá nossa Mãe Iemanjá

Saravá nosso Pai Oxalá


Ponto de Subida das Pretas-Velhas

Preta-Velha vai ao ló

Mas não deixa os filhos só>bis

Ela vai pra Aruanda

Junto com Zambi menor>bis

Outro:



A sineta do céu bateu>

Oxalá já diz>

É hora>bis

Eu vou, eu vou, eu vou>

Fiquem com Deus e>

Com Nossa Senhora>bis



Outro:



E vai Preta-Velha

Subindo pro céu

E Nossa Senhora

Cobrindo com véu



Outro:

A estrela brilha no céu

Clareia a Umbanda

Está na hora, o galo cantou

Adeus meus filhos

Preta-Velha vai embora

Fiquem com Deus

E Nossa Senhora

Pontos de Crianças







Criançerê


Letra: Retamozzo


Música:Helinho Sant’Ana






Criança-erê Criancerê


Pra receber uma graça


Eu vou fazer numa praça


Uma homenagem à você


Ê-erê


Oque mais quer erê?


Erê quer o que?


Quero mais bala


Vamos jogar bola


Acende uma vela


Me leva pra escola


E nunca na vida me deixe sozinho


Nunca na vida me deixe sozinho


Queremos comida e muito carinho


Brinquedo e bebida


Pra alegrar o nosso ninho


E nunca na vida nos deixem sozinhos


Nunca na vida nos deixem sozinhos


Nunca na vida nos deixe Painho


Ê-erê






Fui no jardim






Colher as rosas


E a vovózinha


Deu-me as rosas mais formosas


Cosme e Damião, oh Doum


Crispim Crispiniano


São os filhos de Ogum






Papai me mande um balão >






Com todas as crianças>


Que tem lá no céu > bis


Tem doce, meu pai >


Tem doce, meu pai >


Tem doce, no meu jardim > bis






Lá no céu tem três estrelinhas






Todas três em carreirinha


São Cosme, São Damião


A outra é Mariazinha






São Cosme, São Damião






Sua santa casa cheira


Cheira cravo e rosa


Cheira flor de laranjeira






Eu vi Doum na beira d’água






Comendo arroz bebendo água


Eu vi Cosme na beira d’água


Comendo arroz bebendo água


Eu vi Damião na beira d’água


Comendo arroz bebendo água


Eu vi as crianças na beira d’água


Comendo arroz bebendo água






Cosme e Damião






Damião cadê Doum


Doum tá passeando


No cavalo de Ogum


Dois, dois


Sereia do mar


Dois, dois


Minha mãe Iemanjá


São Cosme, São Damião


Sua Santa já chegou


Veio do fundo do mar


Que Santa Bárbara mandou


Dois, dois as Sereias do Mar


Dois, dois minha Mãe Iemanjá






Os anjos lá no céu cantavam






Estrela D’Alva clareou


Saravá Cosme e Damião


Nesse terreiro Oxalá lhe abençoou






Cosme e Damião


Letra e música: Helinho Sant’Ana






Cosme e Damião


É uma dupla em ação


Sempre trabalhando


Para o bem da criação


Cosme e Damião


É uma dupla em ação


Sempre preparados


Para uma boa ação


Sempre estão sorrindo>


Sempre estão cantando>


Sempre estão levando>


Amor a todos corações>bis






Ele é pequenininho






Mora no fundo do mar


Sua madrinha é Sereia


Seu padrinho é Beira Mar


No fundo do mar tem areia>bis


Seu padrinho é Beira Mar


Sua madrinha é Sereia










Tenho um coração






Com um buraquinho


Que não pode se curar


Ele está morrendo aos pouquinhos


Mas com muito Amor


Ele vai sarar...


Sara, sara coração com sonhos


Sara, sara coração com sonhos.






Letra e música: Ivo






Ere-rê, ere-á


Erezim vem trabalhar


Vem brincando de Aruanda


Para nos abençoar


Diz aí erezim


O que é que você quer?


Quero vela azul pros homens


E cor de rosa pras mulher


Ere-rê, ere-á


Erezim vem trabalhar


Vem brincando de Aruanda


Para nos abençoar


Diz aí erezim


Você quer vela, pra quê?


Pra corimbar o terreiro


E a todos proteger


Ere-rê, ere-á


Erezim vem trabalhar


Vem brincando de Aruanda


Para nos abençoar


Diz aí erezim


E vais corimbar pra quê?


Pra poder levar mironga


Que deixaram em você






Ponto de Subida


das Crianças


Andorinha que voa, voa>






Andorinha>


Leva as crianças pro céu>bis


Vai, vai, vai andorinha>


Leva as crianças pro céu>bis